Agosto Verde-Claro alerta para a importância do diagnóstico precoce dos linfomas

13/08/2026
Agosto ganha mais um tom especial na saúde, o verde-claro. A campanha foi criada para alertar sobre os linfomas, um tipo de câncer que começa no sistema linfático, responsável por defender o nosso organismo contra infecções. A Secretaria de Estado da Saúde reforça que o diagnóstico precoce e a atenção aos sinais do corpo fazem toda a diferença para aumentar as chances de cura. O sistema linfático funciona como uma grande rede espalhada pelo corpo, composta por vasos e pequenos gânglios chamados linfonodos. Os linfomas surgem quando os linfócitos, que são os glóbulos brancos encarregados de combater os germes, sofrem uma mutação e começam a se multiplicar de forma desordenada. Existem dois tipos principais da doença, o Linfoma de Hodgkin e o Não-Hodgkin. Embora afetem a mesma rede de defesa, eles possuem características celulares diferentes, o que interfere diretamente no ritmo de evolução da doença e na forma como o tratamento é direcionado. Ficar atento ao corpo é a principal forma de cuidado. O sintoma mais comum é o surgimento de caroços ou inchaços sem dor na região do pescoço, das axilas ou da virilha. Além desses nódulos, a pessoa pode apresentar febre persistente sem causa aparente, suor noturno excessivo a ponto de molhar a roupa de cama, cansaço extremo que não passa com o descanso e uma perda de peso rápida e não planejada. Também é possível sentir coceira intensa pelo corpo. Como muitos desses sintomas podem ser confundidos com infecções simples do dia a dia, muitas pessoas adiam a ida ao médico. Diante de qualquer um desses sinais persistentes, o cuidado fundamental é procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima. O diagnóstico do linfoma é feito por meio de exames clínicos, de sangue e, principalmente, pela biópsia do nódulo alterado. Quanto mais cedo a doença for identificada, mais simples e eficaz costuma ser o combate ao problema. Os tratamentos mais comuns incluem a quimioterapia e a imunoterapia e em alguns casos, a radioterapia. Para situações específicas, também pode ser indicado o transplante de medula óssea. O tratamento varia de acordo com o tipo e o estágio da doença. (Repórter: Gustavo Vaz)