Aluna propõe transformar compostagem em atração para o turismo rural em Ribeirão Claro

20/10/2026
Ribeirão Claro, no Norte Pioneiro, pode encontrar no aproveitamento do lixo orgânico uma nova oportunidade para o turismo. A ideia é de Giovana Balsarin Pinto, 18 anos, estudante da terceira série do Ensino Médio do Colégio Estadual Cívico-Militar Doutor João da Rocha Chueiri, que desenvolveu uma pesquisa sobre a destinação dos resíduos no município e propõe transformá-los em adubo, com a participação de turistas em propriedades rurais. A proposta surgiu de uma preocupação com o destino do lixo da cidade. Segundo informações da Prefeitura, Ribeirão Claro tem coleta seletiva, mas os resíduos orgânicos ainda não são reaproveitados e seguem para um aterro sanitário licenciado. Giovana identificou a possibilidade de usar esses materiais na agricultura e criar atividades que aproximem os visitantes da vida no campo. Ela mora desde que nasceu em um sítio da família. A experiência inspirou a pesquisa, apresentada na Feira Científica do Núcleo de Atividades de Altas Habilidades e Superdotação, promovida pela Secretaria de Estado da Educação, em setembro, em Foz do Iguaçu. // SONORA GIOVANA BALSARIN PINTO //

O projeto prevê que supermercados, restaurantes e estabelecimentos turísticos separem resíduos orgânicos para encaminhamento a pontos de coleta. Os turistas poderiam retirar pequenas quantidades desses materiais e levá-los a propriedades participantes, onde conheceriam o processo de compostagem e o uso do adubo nas plantações. A ideia é estimular o aproveitamento dos resíduos enquanto os produtores ampliam as possibilidades de visitação. Para desenvolver o trabalho, Giovana reuniu informações do IBGE, do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento e do IDR-Paraná. Uma próxima etapa dependeria da confirmação dos volumes de resíduos disponíveis, da adesão de propriedades e da organização da coleta. Giovana também considera integrar à proposta um aplicativo de ecopontos com protótipo desenvolvido em trabalho anterior. O estudo foi desenvolvido durante o atendimento educacional para estudantes com altas habilidades ou superdotação, sob orientação da professora Karen Pires Diniz. Segundo a docente, as pesquisas partem dos interesses dos próprios alunos. // SONORA KAREN PIRES DINIZ //

Iniciada no primeiro semestre, a pesquisa também foi apresentada em uma feira científica do Instituto Federal do Paraná, em Jacarezinho, no Norte Pioneiro, onde Giovana recebeu uma premiação. (Repórter: Gustavo Vaz)