Alunos de colégio cívico-militar de Londrina desenvolvem repelente natural contra escorpiões
19/10/2026
Preocupados com o número de acidentes provocados por escorpiões no Paraná, três estudantes da Sala de Recursos de Altas Habilidades/Superdotação do Colégio Estadual Cívico-Militar do Patrimônio Regina, em Londrina, estão desenvolvendo um repelente natural, ecológico e de baixo custo. A pesquisa, iniciada em março, usa a arruda como princípio ativo vegetal para afastar os animais peçonhentos sem a necessidade de compostos químicos. O projeto dos alunos do nono ano do Ensino Fundamental surge em um contexto de atenção à presença de escorpiões no Paraná. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, até setembro, o Paraná contabilizou 5.265 casos de acidentes com escorpiões, sendo 678 na 17ª Regional de Londrina. O aracnídeo, que habita em meio ao lixo, entulhos acumulados, roupas e sapatos, é mais ativo em períodos e locais quentes. A proposta do repelente surgiu do interesse da equipe de jovens cientistas pelas áreas de ciências, matemática e tecnologia. O método de preparação foi desenhado para ser prático e reprodutível: folhas e ramos de arruda permanecem imersos em álcool 95% por dois a três dias para a extração dos bioativos. O estudante Rodrigo Lorenzo Gomes da Silva, de 15 anos, integrante da equipe, explicou que na sequência, a solução é filtrada e armazenada em frascos borrifadores simples. // SONORA RODRIGO LORENZO GOMES DA SILVA //
Em fase inicial, o projeto estabeleceu uma parceria científica com a UEL. Por questões de biossegurança dentro do ambiente escolar, o grupo ainda não fez testes diretamente com escorpiões vivos. Para validar o potencial de repelência de forma segura enquanto aguarda a liberação dos animais pela universidade, os alunos aplicaram o rigor científico e adaptaram a amostragem: recorreram a formigas, segundo o estudante Jean Lucas Silva de Camargo, também de 15 anos. // SONORA JEAN LUCAS SILVA DE CAMARGO //
Nos ensaios laboratoriais feitos até o momento, a resposta foi imediata. As formigas evitaram categoricamente a área tratada com a fórmula em ambas as rodadas de testes. Nas próximas fases da pesquisa, o grupo conduz testes controlados de repelência com escorpiões nos laboratórios da UEL. O trabalho foi apresentado recentemente na Feira Nacional de Altas Habilidades/Superdotação, organizada pela Secretaria de Estado da Educação em Foz do Iguaçu. (Repórter: Gustavo Vaz)
Em fase inicial, o projeto estabeleceu uma parceria científica com a UEL. Por questões de biossegurança dentro do ambiente escolar, o grupo ainda não fez testes diretamente com escorpiões vivos. Para validar o potencial de repelência de forma segura enquanto aguarda a liberação dos animais pela universidade, os alunos aplicaram o rigor científico e adaptaram a amostragem: recorreram a formigas, segundo o estudante Jean Lucas Silva de Camargo, também de 15 anos. // SONORA JEAN LUCAS SILVA DE CAMARGO //
Nos ensaios laboratoriais feitos até o momento, a resposta foi imediata. As formigas evitaram categoricamente a área tratada com a fórmula em ambas as rodadas de testes. Nas próximas fases da pesquisa, o grupo conduz testes controlados de repelência com escorpiões nos laboratórios da UEL. O trabalho foi apresentado recentemente na Feira Nacional de Altas Habilidades/Superdotação, organizada pela Secretaria de Estado da Educação em Foz do Iguaçu. (Repórter: Gustavo Vaz)


