Atenção redobrada: baixas temperaturas podem aumentar risco de infarto e AVC
11/08/2026
As baixas temperaturas do inverno exigem atenção especial com a saúde cardiovascular. Há uma tendência de aumento na ocorrência de doenças como o infarto agudo do miocárdio e o acidente vascular cerebral. O risco está relacionado ao frio, à poluição do ar e a alterações no organismo e nos hábitos, como a redução da ingestão de água e da prática de atividades físicas. A atenção deve ser ainda maior entre pessoas que já apresentam fatores de risco cardiovascular, especialmente hipertensão arterial e diabetes. A Secretaria de Estado da Saúde, a Sesa, reforça os cuidados com a pressão arterial, o diabetes, a hidratação, a higiene e a vacinação durante o inverno. Uma das respostas do organismo ao frio é a contração dos vasos sanguíneos, o que aumenta a resistência à circulação do sangue e pode elevar a pressão arterial. Por isso, pessoas com hipertensão devem manter o acompanhamento da doença durante os períodos de temperaturas mais baixas. No caso do diabetes, o frio, o ar seco e a menor ingestão de água favorecem o ressecamento e o surgimento de fissuras na pele. Quem tem alterações na sensibilidade pode não perceber pequenas lesões e deve evitar fontes de calor direto, como bolsas térmicas e garrafas com água quente, pelo risco de queimaduras.O uso prolongado de calçados fechados também pode provocar pontos de pressão, calos e bolhas, que podem passar despercebidos e evoluir para lesões mais graves. A redução da circulação nas extremidades durante o frio também pode dificultar a cicatrização. Outra mudança comum no inverno é a redução da ingestão de líquidos. Mesmo nos dias frios, é importante manter a hidratação. A atividade física também deve ser mantida regularmente, já que o sedentarismo está associado às doenças cardiovasculares. O inverno ainda coincide com maior circulação de infecções respiratórias, que podem provocar formas graves e complicações, inclusive em pessoas com diabetes. Manter a vacinação atualizada, conforme as recomendações do Programa Nacional de Imunizações, é uma das principais medidas de proteção. (Repórter: Gabriel Ramos)


