Comercialização de ostras em Guaratuba é suspensa por nível de toxinas acima do limite

27/10/2026
A Adapar, Agência de Defesa Agropecuária do Paraná, determinou a suspensão temporária da retirada de ostras destinadas ao consumo humano nas áreas de cultivo afetadas em Guaratuba, no Litoral paranaense. A decisão foi tomada após análises laboratoriais identificarem concentrações de ficotoxinas do grupo do ácido okadaico acima do limite máximo permitido para consumo humano. As informações constam em uma nota técnica do Departamento de Saúde Animal da Adapar, divulgada em 23 de outubro. Os resultados foram obtidos no âmbito do Programa Nacional de Moluscos Bivalves Seguros. A substância é uma toxina produzida por uma microalga, que pode se acumular em moluscos bivalves, como ostras, mexilhões, vieiras e berbigões. O consumo de produtos contaminados pode causar intoxicação alimentar, com sintomas como diarreia, náuseas, vômitos e dores abdominais. O chefe da divisão de Sanidade dos Animais Aquáticos, o veterinário Cláudio Cesar Sobezak, explica a importância da medida sanitária e fala sobre os próximos passos até a normalização da situação. // SONORA CLÁUDIO CESAR SOBEZAK //

O veterinário também esclarece que não há motivo para preocupação e alerta aos cuidados. // SONORA CLÁUDIO CESAR SOBEZAK //

A suspensão vale para as áreas oficialmente identificadas nos atos de interdição e permanece vigente até que os resultados do monitoramento laboratorial e os procedimentos de desinterdição previstos na legislação permitam a retomada da atividade. As demais áreas de produção monitoradas continuam sujeitas à avaliação sanitária regular, e a situação de retirada de cada uma depende dos resultados oficiais do programa. A Adapar faz o monitoramento sanitário de moluscos bivalves no litoral paranaense desde 2024, por meio de coletas periódicas de amostras de água e de moluscos. O objetivo é identificar precocemente riscos à saúde pública e garantir a qualidade sanitária dos produtos destinados ao consumo. Nas áreas afetadas, o monitoramento será intensificado, com novas coletas para avaliar as concentrações de ficotoxinas. A autarquia vai continuar acompanhando a ocorrência e divulgará novas informações sobre a situação sanitária e a eventual liberação das áreas afetadas. (Repórter: Gustavo Vaz)