Doação de órgãos entre vivos amplia transplantes e salva vidas no Paraná
28/09/2026
Quando se fala em transplante e doação de órgãos, a primeira imagem que vem à mente costuma ser a de um gesto essencial de solidariedade, após a dor pela perda de alguém, com a confirmação de morte encefálica de um doador. No entanto, existe outro caminho para transformar histórias e devolver saúde e qualidade de vida – o transplante inter vivos, procedimento em que uma pessoa saudável doa voluntariamente um órgão, ou parte dele, para proporcionar um novo começo a quem precisa. Diferente do processo tradicional com doadores mortos, a modalidade inter vivos não depende da lista de espera convencional. O órgão é destinado de forma direta entre doador e um receptor pré-definido. Por envolver um doador vivo, a doação contempla estruturas que o organismo humano consegue ceder sem comprometer sua função vital. É o caso do rim, em que a pessoa doadora segue uma vida perfeitamente normal com o órgão residual; do fígado, do qual se retira apenas uma parte que se regenera com o tempo; pulmão e da medula óssea. O Paraná segue em destaque em relação aos índices de transplantes no país, mas por trás de cada número existe uma história de recomeço. Os dados do Sistema Estadual de Transplantes, da Secretaria de Estado da Saúde, apontam que, dos 273 transplantes de rim no Estado neste ano, 24 tiveram origem em doadores vivos. Já no caso dos procedimentos hepáticos, dos 208 transplantes de fígado no período, 11 ocorreram via doação inter vivos. Em um recorte mais amplo, entre 2016 e 2025, o Estado registrou 695 transplantes renais e 72 hepáticos a partir de doadores vivos, dentro de um universo total de 3.794 cirurgias de rim e 1.791 de fígado. (Repórter: Victor Luís)


