El Niño trará acumulados de chuva acima da média até dezembro no Paraná

09/10/2026
O El Niño chegou à categoria mais alta no Oceano Pacífico Equatorial. As previsões de todos os institutos internacionais apontam que a intensidade do fenômeno ainda vai subir até novembro, e ele permanece ativo até, pelo menos, março. No Paraná, de acordo com o Simepar, o principal impacto é o aumento das chuvas, com acumulados acima da média até dezembro. As informações são do balanço de atualização do El Niño, divulgado pelo Simepar nesta quinta-feira. A temperatura chegou a 2,1°C acima da média na área de referência para monitoramento pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica Americana. Há previsão de que a alteração chegue a 3,3°C acima da média até entre novembro e janeiro, com 83% de chance de que seja um dos El Niños mais fortes já registrados desde 1950. Gradativamente ele deve perder intensidade após este pico, mas a probabilidade é também de 83% de que siga muito forte até o fim do verão. O Simepar aponta previsão de chuva acima da média concentrada em poucos dias, o que aumenta o risco de temporais severos, granizo e raios no Paraná. Desde as primeiras notícias sobre a intensidade do fenômeno, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil intensificou as ações de preparação junto aos municípios. Até o momento, 278 prefeituras já fizeram ao menos uma ação de prevenção, como a manutenção e limpeza de bueiros e galerias, desassoreamento de rios e canais, participação em reuniões de orientação ou simulados de mesa. Nesta semana, o Governo do Paraná iniciou a preparação nas escolas estaduais. A rede já iniciou o treinamento que prevê exercícios simulados em mais de dois mil colégios. O guia pode ser usado por diretores e professores de toda comunidade escolar, tanto da rede pública, quanto privada, para prepararem ações em resposta a possíveis eventos severos e extremos. O material orienta um passo a passo sobre como planejar e treinar o simulado de acordo com a situação escolhida. Cabe à direção da instituição de ensino avaliar qual o cenário mais vulnerável para esses locais e definir qual o protocolo adotado. Segundo o coronel Ivan Fernandes, coordenador Geral do Programa Brigadas Escolares, em casos de eventos severos, as escolas são os melhores locais para os alunos permanecerem até a situação melhorar. // SONORA IVAN FERNANDES //

Criado pela equipe do Programa Brigadas Escolares o guia pode ser baixado de maneira gratuita no site www.defesacivil.pr.gov.br. (Repórter: Gustavo Vaz)