Nova portaria para doação de sangue entra em vigor nesta quarta-feira no Paraná

30/09/2026
A nova regulamentação do Ministério da Saúde para doação de sangue entra em vigor nesta quarta-feira em todo o País. No Paraná, o Hemepar está preparado para aplicar as novas regras. A norma atualiza os critérios de aptidão, reduz períodos de espera em diferentes situações e revisa casos que antes poderiam levar à inaptidão definitiva. A principal mudança relacionada à idade é a possibilidade de doadores de repetição continuarem contribuindo depois dos 70 anos, desde que permaneçam saudáveis, sejam considerados aptos na avaliação clínica e respeitem os intervalos e frequência definidos. A primeira doação continua tendo o limite de 60 anos, salvo situações tecnicamente justificadas e avaliação médica. Entre as alterações estão os prazos para doação depois de tatuagem, maquiagem definitiva, piercing e procedimentos estéticos invasivos, como aplicação de botox, preenchimento e microagulhamento. Quando for possível avaliar a segurança sanitária do local e do procedimento, a doação pode ocorrer sete dias depois, por exemplo. Se isso não for possível, permanece o prazo de quatro meses. Para piercing na cavidade oral ou na região genital, são necessários quatro meses após a retirada do acessório. O intervalo após endoscopia ou colonoscopia também passa de seis para quatro meses. Para pessoas que tiveram tuberculose pulmonar ou extrapulmonar, o prazo cai de cinco para dois anos depois da cura. Quem fez cirurgia bariátrica pode ser considerado apto após seis meses, desde que esteja com o peso estável. Também foi reduzido de um ano para quatro meses, contados a partir do último contato, o período de inaptidão para relações sexuais com parceiros ocasionais ou desconhecidos. No caso do histórico de câncer, a aptidão pode ser analisada cinco anos após o fim do tratamento, desde que haja cura ou remissão confirmada e não exista doença ativa. Permanecem sem poder doar quem teve melanoma, linfomas e mielomas, além das demais exceções previstas. Todos os candidatos continuam sendo submetidos a entrevista e avaliação clínica, que considera as condições de saúde e o histórico recente de cada pessoa. A orientação é que o candidato responda de forma completa e verdadeira as perguntas da triagem. (Repórter: Gustavo Vaz)