Saúde alerta para sinais e riscos da trombose; complicações incluem infarto e AVC

13/10/2026
No Dia Mundial da Trombose, 13 de outubro, a Secretaria de Estado da Saúde chama a atenção para a doença que pode ser causada por diversos fatores. É fundamental reconhecer os sinais e, em caso de suspeita, procurar atendimento médico imediato. A trombose pode acontecer em vários lugares do corpo, mas é mais comum ocorrer nos membros inferiores, provocando inchaço, dor e endurecimento da perna. Quanto maior for a veia que sofre a trombose, maior será a repercussão clínica e o perigo para a pessoa. Dados da Secretaria da Saúde mostram que 2.265 pessoas foram internadas neste ano, entre janeiro e julho, nos hospitais do Paraná que ofertam atendimento pelo SUS, em razão de alguma trombose venosa. As equipes de urgência e emergência também fizeram 2.217 trombólises em casos de infarto e AVC. O procedimento usa trombolíticos injetados na veia, medicamentos para dissolver os coágulos de sangue e que aumentam as chances da vítima ou reduzem o risco de sequelas. Além disso, 51 delas precisaram fazer a colocação de um filtro de veia cava, um procedimento onde é instalado um pequeno dispositivo metálico semelhante a um guarda-chuva, que funciona como barreira mecânica para reter os coágulos que resultam na trombose. A trombose é considerada uma enfermidade muito grave e significa que o sangue já se transformou em uma “massa” de células e gerou os coágulos que podem obstruir parcialmente ou na totalidade os vasos sanguíneos. A trombose é causada por vários fatores, como a obesidade, o tabagismo, além de pessoas portadoras de trombofilia e com histórico familiar. Pessoas com mais de 65 anos também têm maior propensão, além de quem sofre com doenças oncológicas, gestantes ou que passaram por alguma cirurgia. Para evitar uma trombose, a Secretaria da Saúde orienta que a população tenha hábitos de vida saudáveis, como alimentação balanceada, hidratação corporal, prática regular de atividade física, consumo moderado de álcool e não fumar. Também é preciso fazer o acompanhamento médico regular por meio de consultas nas Unidades Básicas de Saúde para a realização de exames e, caso necessário, encaminhamento para um especialista. (Repórter: Gustavo Vaz)