O governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou nesta sexta-feira (21) a ordem de serviço para a segunda etapa da revitalização do Jardim Botânico de Londrina, no Norte do Paraná. Com investimento estadual de R$ 45,9 milhões, as obras vão modernizar e ampliar a infraestrutura do ponto turístico, oferecendo mais qualidade na recepção de visitantes, fortalecimento das atividades de educação ambiental, incentivo à realização de eventos e valorização paisagística do espaço.
As intervenções visam ampliar o uso público do parque, além de melhorar a experiência dos visitantes e reforçar seu papel como referência em conservação da biodiversidade e turismo. Entre as obras previstas estão a construção de auditório, salão de eventos, cafeteria, novos sanitários e praça de convivência; a implantação de pórtico e de jardins temáticos; a revitalização das estufas; a conclusão do anfiteatro; e paisagismo geral.
“Dia histórico para Londrina, para a sustentabilidade e para esse novo parque urbano que será construído. É um investimento do Estado, em parceria com a prefeitura, e atendendo a um desejo antigo da população. Por isso, tínhamos uma equipe toda dedicada, trabalhando para construir um projeto robusto de uma obra que passa de R$ 45 milhões”, afirmou Ratinho Junior.
“Será um dos maiores cartões-postais do Paraná e do Brasil, atraindo muitos turistas e oferecendo à população que mora em Londrina e região um espaço público que vai preservar a Mata Atlântica, terá pista de caminhada e uma série de atrativos, onde a população vai poder aproveitar”, acrescentou.
“Terá, também, o ensino em parceria com o município, onde vai ajudar as nossas crianças e adolescentes a terem consciência ambiental, algo tão necessário para o futuro”, disse Ratinho Junior.
O investimento é realizado pelo Instituto Água e Terra (IAT), órgão vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), e terá prazo de execução de 18 meses.
O secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável, Everton Souza, explicou que o projeto buscou contemplar as principais melhorias reivindicadas ao longo dos anos. “Nós tínhamos algumas dificuldades de uso da área, mas sempre pensando em fazer uma obra que realmente contemplasse as necessidades que o Jardim Botânico exige. O projeto prevê os espelhos d’água, as passarelas, as estufas e um grande plantio de árvores”, ressaltou.
“Tudo ligado à parte arquitetônica, mas também muito de paisagismo. Serão cerca de 300 mil mudas plantadas nesse espaço. As obras públicas demandam um preparo legal, edital com exigências de se usar o dinheiro público da melhor forma possível. Isso aconteceu aqui e agora estamos na fase de emitir a ordem de serviço para que as obras sejam iniciadas”, concluiu o secretário.
OBRAS – Nesta etapa de obras, diferentes espaços do Jardim Botânico serão revitalizados ou até mesmo iniciados do zero. Será construída a Praça do Café, destinada ao atendimento dos visitantes e realização de eventos institucionais, científicos, culturais e educacionais. O complexo contará com auditório e salão para eventos, cafeteria, banheiros e praça de convivência, em uma área construída de 4,4 mil metros quadrados.
As estufas existentes serão revitalizadas, aumentando a durabilidade e valorizando um dos principais cartões-postais do Jardim Botânico. Serão instaladas estruturas metálicas para suporte de trepadeiras e substituída a cobertura de vidro por vidro laminado de maior segurança e desempenho.
O anfiteatro também será concluído, com a finalização da estrutura destinada a eventos culturais, apresentações, atividades educacionais e ações comunitárias. Estão no projeto a conclusão do palco, implantação de vestiários, instalação de 190 bancos de madeira com encosto e paisagismo. A área aproximada é de 2 mil m².
Também serão implantados um novo acesso em estrutura metálica de grande porte, com valorização da entrada principal, placas móveis de identificação e comunicação visual; e oito Jardins Temáticos, com 970 árvores, 1,6 mil arbustos e 39 mil mudas de forração no total, destinados à educação ambiental, conservação da biodiversidade e valorização paisagística.
Finalizando as intervenções, será feito paisagismo em diversas áreas do Jardim Botânico, promovendo maior qualidade ambiental, conforto aos visitantes e valorização dos espaços públicos. Somente nesta última intervenção serão plantados 1,7 mil árvores, 30 mil arbustos e 201 mil mudas de forração.
PRIMEIRA ETAPA – O Estado concluiu em março deste ano a primeira etapa das obras, que envolveram remoção dos vidros da estufa; reforma da área de apoio operacional; reparos no prédio principal e no anfiteatro externo; melhorias nas instalações elétricas; impermeabilização da área onde fica o lago; e revitalização da passarela. O aporte foi de R$ 2,3 milhões.
A intervenção consertou algumas das estruturas mais avariadas do espaço, em especial a passarela que conecta os dois lados do complexo ambiental e a ponte que estava interditada desde 2023, o que obrigava os visitantes a darem uma volta extensa durante o passeio. A estufa é outro atrativo que foi renovado, com a troca de esquadrias e vidros.
Para o prefeito de Londrina, Tiago Amaral, o novo Jardim Botânico vai potencializar o turismo na cidade.
“Ver esse parque do tamanho que cada londrinense sempre esperou que ele estivesse realmente é algo que nos emociona muito. Sabemos do potencial turístico que a cidade tem, a sua diversidade, os fundos de vale e a nossa capacidade de ensinar a integração entre o meio ambiente e a sociedade. Isso é algo incrível”, celebrou. “Esse espaço ficará maravilhoso e vai ser transformador para a biodiversidade local”, disse Amaral.
JARDIM BOTÂNICO – Com 97 hectares, o Jardim Botânico de Londrina possui uma grande variedade de espécies da flora paranaense divididos em cinco jardins temáticos: o Arboreto Nativas do Paraná, que reúne espécies de diversas regiões fitogeográficas do Estado; o Jardim das Barrigudas, que abriga o baobá (Adansonia digitata), uma árvore característica de Madagascar; o Jardim das Coníferas, com plantas como a araucária (Araucária angustifolia); o Jardim Desértico, com espécies do semiárido nordestino, como as cactáceas; e o Jardim da Vovó, com várias plantas presentes nos jardins domésticos.
NOVOS CURSOS – No mesmo evento, Ratinho Junior anunciou a implantação de duas novas graduações na Universidade Estadual de Londrina (UEL). São elas: bacharelado em Fonoaudiologia, segundo curso nessa área ofertado por uma instituição pública no Paraná; e bacharelado em Geologia, inédito no Sistema Estadual de Ensino Superior e primeiro na área de geociências no Interior. As duas graduações representam um avanço na interiorização do ensino e formação superior gratuita.
“É uma profissão que está sendo muito procurada, com necessidade de novos técnicos devido ao volume de obras e empreendimentos que nós estamos tendo no Paraná”, citou o governador, sobre o curso de Geologia. “O curso de Fonoaudiologia também é muito procurado. Tudo isso para fortalecer ainda mais a presença e o trabalho da nossa Universidade Estadual de Londrina, que é uma referência para todos nós”, finalizou.
A iniciativa prevê 30 vagas anuais para Fonoaudiologia, em turno matutino. Para Geologia, são 20 vagas anuais em regime integral, com oferta inicial temporária de três turmas consecutivas em 2027, 2028 e 2029, e perspectiva de se tornar permanente.
O investimento projetado para implantar os cursos, de 2027 a 2031, é de R$ 23,3 milhões, sendo R$ 17 milhões para o primeiro e R$ 6,3 milhões para o segundo. Ao todo, serão contratados 20 professores e oito agentes universitários de forma escalonada entre 2027 e 2031.
Após todos os trâmites, a Coordenação de Processos Seletivos divulgará o cronograma de ingresso para as primeiras turmas. A expectativa é que as seleções aconteçam ainda em 2026, com início das aulas previsto para o ano letivo de 2027, conforme o calendário acadêmico da universidade.
As novas graduações atendem à vocação econômica e ambiental do Paraná, com a Geologia voltada ao setor mineral e à gestão de recursos naturais, e a Fonoaudiologia na área da saúde.
O Estado ocupa a décima posição nacional em arrecadação com a mineração, o que reforça a demanda por geólogos qualificados. Já a formação de fonoaudiólogos amplia as oportunidades profissionais na região com foco na qualidade de vida e no bem-estar das pessoas, desde a infância até a terceira idade.
“São dois cursos muito esperados pela comunidade. O de Geologia tem uma demanda apontada pelo próprio IAT e pela Sedest, que têm encontrado dificuldades de profissionais geólogos para processos de licenciamento ambiental, outorga de águas e estudo de terras raras. Temos um único curso de Geologia no Estado, na Universidade Federal do Paraná, e entendemos que é importante atender a essa demanda”, afirmou o secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona.
“Já o curso de Fonoaudiologia atende a uma estratégia de atenção à saúde. A UEL tem todas as formações na área da saúde, tem o Hospital Universitário, e a área de Fonoaudiologia é importante para a reabilitação da saúde dos pacientes. A formação de profissionais nessa área está sendo cada vez mais demandada, e o Estado tinha até então um único curso público de Fonoaudiologia, na Unicentro de Irati”, acrescentou o secretário. “Agora temos mais um curso, levando essa formação para a região Norte.”
A reitora da UEL, Andrea Name Colado Simão, salientou a importância dos novos cursos para o desenvolvimento do Paraná. “A UEL tem a sua responsabilidade social. Nós transformamos a sociedade por meio da educação e esses dois cursos vão realmente trazer para a nossa região um tratamento de saúde de qualidade integral e farão com que a nossa região, cada vez mais, possa ser envolvida no desenvolvimento do Paraná, principalmente em relação a novas tecnologias e à geração de riqueza”, defendeu


























