Proteção animal e humana: programa de castração também oferta vacina contra a raiva

Embora o vírus da raiva, doença grave e fatal, esteja sob controle no Brasil, ele continua circulando, podendo ser transmitido a cães, gatos e seres humanos por meio de animais silvestres como o morcego.
Publicação
10/09/2026 - 10:46

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O Programa Permanente de Esterilização de Cães e Gatos (CastraPet Paraná) vai além das cirurgias. O projeto atua também na prevenção de zoonoses e na proteção da saúde animal e humana, com a distribuição das vacinas antirrábicas.

Apesar de as variantes caninas clássicas do vírus da raiva estejam sob controle no Brasil, a doença continua circulando no ciclo silvestre, especialmente entre morcegos. Diferentes espécies, hematófagos (animais que se alimentam de sangue de vertebrados) e não hematófagos, podem estar infectadas e transmitir a zoonose por meio da saliva, principalmente por mordeduras e, mais raramente, por arranhaduras ou o contato da saliva com mucosas ou pele lesionada.

No caso dos gatos, a atenção precisa ser redobrada, já que os felinos, em razão do comportamento predatório e da maior possibilidade de interação com morcegos, podem atuar como elo entre os ciclos silvestre e urbano da doença.

Por isso, de acordo com o Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), a vacinação antirrábica é fundamental e deve ser mantida atualizada, inclusive nos animais idosos, conforme orientação técnica especializada.

ORIENTAÇÕES – Os morcegos são animais silvestres e protegidos por lei federal (9605/98). Caso tenha contato, preste atenção às orientações:

- Não toque nem manipule o morcego, mesmo que o animal esteja morto.

- Mantenha crianças e animais de estimação afastados.

- Se for possível fazê-lo com segurança e sem contato direto, isole o morcego com um balde, caixa ou recipiente, ou feche o cômodo onde ele foi encontrado, evitando sua fuga.

- Não tente capturar, alimentar ou soltar o animal.

- Ligue para o serviço de Vigilância em Saúde/Zoonoses do município, solicite orientação e a retirada do animal por profissional capacitado.

- Caso uma pessoa tenha sido mordida, arranhada ou tenha tido qualquer contato direto com um morcego, lave imediatamente a região atingida com bastante água e sabão e procure uma Unidade de Saúde para avaliação e indicação da profilaxia antirrábica, quando necessária.

- Se o cão ou gato tenha tido contato com o morcego, não manipule os bichos e comunique imediatamente o serviço de Vigilância em Saúde/Zoonoses, informando também o histórico de vacinação antirrábica do animal.

- Para reduzir a entrada de morcegos em residências, especialmente pelas janelas, podem ser instaladas telas de proteção com trama adequada, sem prejudicar abrigos naturais ou fazer manejo dos animais por conta própria.

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