1º comandante do ferry boat recorda início da travessia e fala do sonho da Ponte de Guaratuba
23/01/2026
A Ponte de Guaratuba promete trazer ainda mais progresso ao Litoral. Mas antes de sequer ser cogitada, o ferry boat foi a solução encontrada há mais de 60 anos para promover a travessia de uma ponta à outra, e que tem ajudado a levar desenvolvimento para a cidade que hoje, só pode ser acessada por terra por Santa Catarina. Cerca de 40 milhões de veículos já transitaram no ferry. O primeiro ferry boat a fazer a travessia na Baía de Guaratuba é de 1960, criado pelo governador Moisés Lupion. João James de Oliveira Alves, mais conhecido como Seu Janjão, foi o primeiro comandante, quando o serviço foi reinaugurado dois anos depois pelo governador Ney Braga, após obras na embarcação. Natural de São Francisco do Sul, município catarinense, Janjão conta que chegou ao Litoral do Paraná através do convite de um amigo, cujo irmão procurava alguém experiente com embarcações para comandar o serviço de travessia. // SONORA SEU JANJÃO //
Janjão esteve embarcado no ferry boat de Guaratuba de 1962 a 1978, ou como gosta de frisar, “15 anos e quatro meses”. Ele veio sozinho para a cidade, deixando a família em Joinville até que as coisas se ajeitassem. Na região de Caieiras, Janjão foi pioneiro. Ajudou a construir escola, batalhou por um acesso exclusivo para a localidade, deu aulas para formar mestres em ferry boat, como também são chamados os comandantes, e a família veio na sequência. Durante os mais de 15 anos no comando da travessia, primeiro com o barco Ayrton Cornelsen e depois com as embarcações Iguassu e Tibagi, Janjão viu de tudo um pouco no ferry boat de Guaratuba. Transportou autoridades, como o próprio governador Ney Braga e o ex-presidente paraguaio Alfredo Stroessner, que se exilou na cidade por dois meses após ser deposto, em 1989. Ele descreve como era o barco na época. // SONORA SEU JANJÃO //
Quem vê hoje as seis embarcações que fazem a travessia na Baía de Guaratuba não imagina o desafio que era realizar esse serviço há quase sete décadas atrás. Janjão diz que naquele tempo, uma embarcação saía às seis da manhã, outra ao meio-dia e, dali em diante, rodavam até às seis da tarde, ou então noite adentro em caso de fila. // SONORA SEU JANJÃO //
Tendo trabalhado desde o início da travessia, Janjão sabe da importância que o ferry boat teve para o desenvolvimento de Guaratuba, mas também entende a importância que a ponte vai ter para garantir que esse desenvolvimento possa continuar. // SONORA SEU JANJÃO //
A construção da Ponte de Guaratuba chegou ao fim do ano passado com um índice de execução de 88%, e já está com previsão de entrega para o mês de abril. (Repórter: Gabriel Ramos)
Janjão esteve embarcado no ferry boat de Guaratuba de 1962 a 1978, ou como gosta de frisar, “15 anos e quatro meses”. Ele veio sozinho para a cidade, deixando a família em Joinville até que as coisas se ajeitassem. Na região de Caieiras, Janjão foi pioneiro. Ajudou a construir escola, batalhou por um acesso exclusivo para a localidade, deu aulas para formar mestres em ferry boat, como também são chamados os comandantes, e a família veio na sequência. Durante os mais de 15 anos no comando da travessia, primeiro com o barco Ayrton Cornelsen e depois com as embarcações Iguassu e Tibagi, Janjão viu de tudo um pouco no ferry boat de Guaratuba. Transportou autoridades, como o próprio governador Ney Braga e o ex-presidente paraguaio Alfredo Stroessner, que se exilou na cidade por dois meses após ser deposto, em 1989. Ele descreve como era o barco na época. // SONORA SEU JANJÃO //
Quem vê hoje as seis embarcações que fazem a travessia na Baía de Guaratuba não imagina o desafio que era realizar esse serviço há quase sete décadas atrás. Janjão diz que naquele tempo, uma embarcação saía às seis da manhã, outra ao meio-dia e, dali em diante, rodavam até às seis da tarde, ou então noite adentro em caso de fila. // SONORA SEU JANJÃO //
Tendo trabalhado desde o início da travessia, Janjão sabe da importância que o ferry boat teve para o desenvolvimento de Guaratuba, mas também entende a importância que a ponte vai ter para garantir que esse desenvolvimento possa continuar. // SONORA SEU JANJÃO //
A construção da Ponte de Guaratuba chegou ao fim do ano passado com um índice de execução de 88%, e já está com previsão de entrega para o mês de abril. (Repórter: Gabriel Ramos)


