Cabeça d'água: veja orientações dos Bombeiros para não correr riscos em rios e cachoeiras

20/01/2026
O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná reforça o alerta para os riscos de cabeças d’água em rios, cachoeiras e áreas naturais. Janeiro concentra os maiores volumes de chuva do ano no Paraná, especialmente no Litoral, onde cidades como Antonina, Guaraqueçaba e Guaratuba registram, historicamente, 380 milímetros no mês. De acordo com o Simepar, isso cria condições favoráveis para o fenômeno, mesmo em semanas sem previsão de chuva. A cabeça d’água é o aumento repentino do volume e da velocidade da água em rios, córregos e cachoeiras. O fenômeno ocorre, principalmente, em razão de chuvas intensas nas partes mais altas das bacias hidrográficas, comuns no verão. Mesmo que não esteja chovendo no local onde a pessoa está, a água acumulada pode descer rapidamente. De acordo com o Corpo de Bombeiros, alguns sinais podem indicar uma cabeça d’água antes mesmo da chegada da cheia. Entre eles estão a mudança repentina da cor da água, que pode ficar mais escura ou barrenta, a presença de galhos, folhas e espuma descendo pelo rio, o aumento da velocidade da correnteza e um ruído mais intenso da água. Esses indícios devem ser levados muito a sério. O risco é maior em rios, córregos, cachoeiras, trilhas que cruzam cursos d’água, cânions e vales estreitos. Regiões de serra e áreas de mata fechada são especialmente vulneráveis, pois concentram a drenagem da água da chuva e dificultam a visualização do que acontece rio acima. Ao perceber qualquer alteração no nível da água ou na força da correnteza, a orientação é sair imediatamente do leito do rio e buscar um local alto e seguro. Não se deve tentar atravessar o curso d’água, recolher objetos ou retornar para pegar pertences. A prioridade deve ser ganhar altura e distância da água o mais rápido possível. Permanecer por longos períodos dentro de rios, cachoeiras ou cânions, especialmente em dias com previsão de chuva, é uma prática perigosa. Também não é recomendado acampar, fazer piqueniques ou descansar em ilhas, bancos de areia ou margens baixas. A capitã Tamires Pereira, do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná, reforça a importância do planejamento e da atenção ao ambiente. // SONORA TAMIRES PEREIRA //

Em situações de risco ou emergência, a recomendação é manter a calma, buscar um local seguro e acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193. (Repórter: Gustavo Vaz)