Carrapato e mosquito-palha: Saúde reforça cuidados contra transmissores de doenças
30/01/2026
A Secretaria da Saúde do Paraná alerta para os cuidados com o mosquito-palha, transmissor das leishmanioses, e com o carrapato-estrela, responsável pela febre maculosa. As duas doenças fazem parte do grupo das Doenças Tropicais Negligenciadas e atingem principalmente populações mais vulneráveis. O dia 30 de janeiro foi definido pela Organização Mundial da Saúde para mobilização contra essas doenças. A orientação é manter quintais limpos, evitar acúmulo de matéria orgânica e verificar o corpo após atividades em áreas de mata. O Estado tem uma rede preparada para diagnóstico rápido, mas a prevenção depende também da participação da população. As leishmanioses podem atingir a pele e as mucosas ou, na forma mais grave, órgãos internos. A febre maculosa é uma infecção aguda transmitida pela picada de carrapatos infectados. Em ambos os casos, os sintomas iniciais, como febre e dores no corpo, podem ser confundidos com outras doenças, o que torna fundamental relatar ao serviço de saúde o contato recente com áreas de risco. Em 2025, o Paraná registrou 536 casos de leishmaniose tegumentar americana. Desse total, 79,2% tiveram transmissão dentro do Estado. No mesmo período, a leishmaniose visceral teve 10 casos confirmados, com dois de transmissão local. Também foram registrados 201 casos de leishmaniose visceral canina. A leishmaniose visceral é transmitida pelo mosquito-palha, que se desenvolve em locais úmidos com matéria orgânica. A principal orientação é a limpeza frequente dos quintais. O tratamento em pessoas é gratuito pelo SUS. Em cães, o tratamento não elimina o parasita, e o animal continua podendo transmitir a doença ao mosquito. Entre 2012 e 2025, o Paraná teve 779 notificações de febre maculosa, com 53 casos confirmados. A maioria dos pacientes são homens entre 20 e 59 anos que frequentam áreas de mata, rios ou cachoeiras, e cerca de 85% relataram contato direto com carrapatos. A recomendação é usar roupas claras e compridas nesses ambientes e fazer a inspeção do corpo a cada duas horas. O carrapato precisa de cerca de 4 a 6 horas fixado à pele para transmitir a bactéria, e a retirada rápida reduz o risco de infecção. Ao longo de janeiro, a Secretaria da Saúde apresentou o cenário das Doenças Tropicais Negligenciadas no Paraná, com foco em orientação à população e fortalecimento da vigilância, para manter o Estado como referência no controle dessas doenças. (Repórter: Gabriel Ramos)


