Ciclones, tornados ou furacões: Simepar explica a diferença entre os fenômenos

22/12/2025
Após a passagem de três tornados no início de novembro pelo Paraná, ocasionando mortes e prejuízos em onze municípios, fenômenos de grande impacto como este despertaram a curiosidade da população. A principal diferença entre os ciclones e os tornados está no tamanho e no tempo de duração. Em um ciclone, o ar tende a subir no centro, favorecendo a formação de nuvens e chuva. São fenômenos de grande escala, capazes de alcançar centenas ou até milhares de quilômetros, o tamanho de um estado, por exemplo. Eles podem se formar por diferentes processos: alguns dependem do encontro entre massas de ar quente e frio, enquanto outros surgem em ambientes muito quentes e úmidos, alimentados pela energia liberada durante a formação de nuvens. Os ciclones extratropicais aparecem principalmente em latitudes médias, onde é comum o encontro entre ar quente e ar frio. Já os ciclones subtropicais têm características intermediárias: se formam sobre o oceano, em áreas de temperatura moderada. Também existem os ciclones tropicais, que se desenvolvem sobre águas quentes, que fornecem calor e umidade para alimentar tempestades profundas. Apesar das variações de nomenclatura, furacões, tufões e ciclones tropicais intensos são essencialmente o mesmo fenômeno, nomeados de acordo com a bacia oceânica onde acontecem. Por causa da condição das temperaturas, eles não costumam se formar sobre o Atlântico Sul, que tem águas mais frias. Até hoje, o único furacão nesta região foi o Catarina, em março de 2004, que impactou diretamente o litoral norte do Rio Grande do Sul, o litoral sul de Santa Catarina, e causou ventos de mais de 180km/h em superfície nas praias paranaenses, de forma constante, por algumas horas. Já os tornados são fenômenos muito menores e extremamente concentrados. Eles geralmente nascem de tempestades severas, especialmente supercélulas, que têm uma região de rotação interna, chamada de mesociclone. Os tornados são mais propensos a se formar na região Centro-Sul da América do Sul, especialmente no oeste dos estados do Sul do Brasil, que representa cerca de 70% das ocorrências no país. Além disso, essa região tem a influência frequente da passagem de frentes frias, que trazem massas de ar com características muito distintas. O encontro entre ar quente e úmido e ar frio aumenta a instabilidade atmosférica e intensifica o contraste térmico. (Repórter: Gustavo Vaz)