Com 21,3 mil toneladas, exportações paranaenses de suínos têm melhor resultado para março
16/04/2026
A suinocultura do Paraná bateu recorde para o mês de março, segundo o boletim do Departamento de Economia Rural, o Deral, da Secretaria da Agricultura. Foram exportadas cerca de 21 mil e 300 toneladas em 2026, o melhor resultado já registrado para o período. O desempenho foi puxado principalmente pela demanda das Filipinas, que aumentou as compras em quase 90% na comparação com o ano passado. O volume também representa crescimento de cerca de 10% em relação a março de 2025 e confirma uma sequência de bons resultados desde meados de 2024. O boletim também aponta avanço na pecuária leiteira. O preço pago ao produtor começou a subir, acompanhando a alta já observada no varejo. Na última semana, o aumento foi de cerca de 12%. No caso do café, os preços seguem elevados nas prateleiras, mesmo com leve recuo recente. A tendência é de queda ao longo do ano, com a entrada de uma safra maior, o que deve aumentar a oferta e aliviar os preços para o consumidor, principalmente no segundo semestre.Na avicultura, o custo de produção do frango se mantém estável, em cerca de 4 reais e 70 centavos por quilo, enquanto o valor pago ao produtor teve leve queda. O principal impacto segue vindo do aumento no preço do milho, que subiu cerca de 2,5% no último mês. Os efeitos de conflitos internacionais ainda não aparecem nos números de março, mas podem influenciar os custos nos próximos meses. Já o óleo de soja teve queda no preço médio no início do ano, acompanhando a redução no valor do grão. Em março, o produto foi vendido por cerca de 7 reais e 25 centavos, valor um pouco menor que a média do ano passado. Entre os hortifrutis, a couve-flor teve alta recente. No campo, o preço subiu cerca de 12% em relação a fevereiro. Na Ceasa de Curitiba, a dúzia passou de cerca de 30 reais no início do ano para cerca de 50 reais agora. No varejo, a unidade ficou próxima de 9 reais e 40 centavos. Segundo o Deral, a variação está ligada à menor oferta no verão, já que o calor intenso prejudica a produção. A tendência é de redução com a chegada do outono e temperaturas mais amenas.(Repórter: Gabriel Ramos)


