Com 6,412%, Paraná alcança maior participação da história no PIB nacional
16/11/2022
Com os 487 bilhões e 930 milhões de reais produzidos no Paraná em 2020, o Estado alcançou a maior participação na formação do PIB, Produto Interno Bruto do Brasil na sua história: 6,412%. O recorde anterior tinha sido em 2016, 6,409%. Em 2019 esse indicador ficou em 6,312%. Os dados são do Sistema de Contas Regionais e foram divulgados nesta quarta-feira pelo IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Eles mostram que o crescimento de 0,1 ponto percentual no Paraná e o recuo de 0,3 no Rio Grande do Sul foram determinantes para o Estado alcançar o patamar de quarta maior economia do Brasil. A maior participação do PIB continua sendo de São Paulo, com 31,2%, seguido de Rio de Janeiro 9,9% e Minas Gerais 9%. A participação nacional da região Sul se manteve em 17,2%, fruto do aumento relativo no Paraná em Santa Catarina. No Paraná, a maior influência positiva veio da agricultura, e em Santa Catarina do comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas. Em termos de participação, houve aumento de 0,6 ponto percentual na região Norte e de 0,5 ponto percentual no Centro-Oeste. No Sudeste ocorreu redução de 1,1%, enquanto o Nordeste também manteve a sua participação. Num recorte dos últimos vinte anos no Paraná, a presença do Estado na economia nacional saltou de 5,927% em 2002 para 6,412% em 2022. O Paraná era a quinta maior economia do País. Ao longo daquela década houve oscilações na série histórica. No começo da nova década houve um retorno do crescimento. Em 2020, o PIB do Brasil atingiu 7 trilhões e 600 bilhões de reais, recuando 3,3% em volume. Houve quedas no PIB em 24 dos 27 estados. Oito unidades da Federação trocaram de posição no ranking de participação no PIB entre 2019 e 2020. Ao longo da série histórica, iniciada em 2002, apenas em 2014 e 2016 o número de movimentações de posições foi maior. O Paraná avançou da quinta para a quarta posição pela segunda vez na história devido ao seu ganho relativo na agropecuária nacional, enquanto no Rio Grande do Sul a perda de posição refletiu sua redução em volume e em participação na mesma atividade. O Pará, devido ao ganho relativo atrelado às indústrias extrativas, avançou, da 11ª para a 10ª posição, ocupando em 2020 a colocação que até o ano anterior era de Pernambuco. Mato Grosso, que também se destacou em 2020 pelo desempenho da agropecuária, avançou para a 12ª posição, ultrapassando o Ceará, que caiu para a 13ª posição. Mato Grosso do Sul subiu uma posição, para a 15ª, enquanto o Amazonas caiu para a 16ª, pois o primeiro elevou sua participação no PIB, de 1,4% para 1,6%, enquanto o segundo manteve-se com 1,5%, entre 2019 e 2020. Confira o estudo completo do IBGE em www.aen.pr.gov.br. (Repórter: Alexandre Nassa)


