Com área 100% ampliada, nova restinga de Matinhos terá 600 mil mudas de árvores nativas
18/07/2023
A vegetação de restinga em Matinhos, no Litoral, vai receber um reforço de 600 mil mudas nativas com o projeto de revitalização da orla da cidade, passando dos atuais 2,5 hectares para mais de cinco de área total. O processo está em andamento há pouco mais de um ano e deve ser finalizado com a conclusão da obra, prevista para o segundo semestre do ano que vem. Até o momento, o IAT, em parceria com o consórcio Sambaqui, grupo de empresas responsável pelo projeto após licitação pública, plantou perto de 288 mil mudas de diferentes espécies ao longo dos seis quilômetros de faixa de areia, entre o Morro do Boi e o Balneário Flórida, 48% do previsto. Por decisão judicial, parte dessas ações foi embargada após pedido do Ibama. O Governo do Paraná, por meio da Procuradoria-Geral do Estado, está recorrendo da decisão. O investimento na recuperação e ampliação da flora na região é de 268 mil reais, dentro do pacote completo de modernização da Orla de Matinhos, cujo orçamento é de 314 milhões e 900 mil reais. O diretor de Saneamento Ambiental e Recursos Hídricos do IAT, José Luiz Scroccaro, destacou os benefícios que a nova vegetação traz para o Litoral. // SONORA JOSÉ LUIZ SCROCCARO //
De acordo com levantamento mais recente do IAT, de junho, a nova restinga já foi plantada em 3,6 hectares, ou 71% da área total. As espécies são todas rasteiras, próprias para o crescimento nas dunas, e são retiradas de outros pontos de restinga do litoral e depois transplantadas para os locais indicados no planejamento. Além disso, foram plantadas 800 mudas de Jerivá para arborizar a região e outras 8.100 de Clusia, espécie que funciona como cerca-viva para delimitar e proteger a restinga e que são retiradas em parte após a conclusão do projeto. As novas espécies que começam a tomar forma na orla já trazem impactos positivos para a fauna do Litoral. É cada vez mais comum os canteiros com plantas nativas receberem visitas de aves como quero-quero e corujas-buraqueiras, que constroem ninhos nas plantas, o que não era comum antes da revitalização. Por ser uma área onde a vegetação ainda está se desenvolvendo, os animais que se instalaram nos locais ficam desprotegidos, especialmente pela exposição a predadores ou mesmo à população que frequenta os balneários. Por isso, esses locais estão sendo demarcados com placas informativas. (Repórter: Gustavo Vaz)
De acordo com levantamento mais recente do IAT, de junho, a nova restinga já foi plantada em 3,6 hectares, ou 71% da área total. As espécies são todas rasteiras, próprias para o crescimento nas dunas, e são retiradas de outros pontos de restinga do litoral e depois transplantadas para os locais indicados no planejamento. Além disso, foram plantadas 800 mudas de Jerivá para arborizar a região e outras 8.100 de Clusia, espécie que funciona como cerca-viva para delimitar e proteger a restinga e que são retiradas em parte após a conclusão do projeto. As novas espécies que começam a tomar forma na orla já trazem impactos positivos para a fauna do Litoral. É cada vez mais comum os canteiros com plantas nativas receberem visitas de aves como quero-quero e corujas-buraqueiras, que constroem ninhos nas plantas, o que não era comum antes da revitalização. Por ser uma área onde a vegetação ainda está se desenvolvendo, os animais que se instalaram nos locais ficam desprotegidos, especialmente pela exposição a predadores ou mesmo à população que frequenta os balneários. Por isso, esses locais estão sendo demarcados com placas informativas. (Repórter: Gustavo Vaz)