Com balística avançada, Polícia Científica elucida conexão de crimes com a mesma arma

20/01/2026
A balística forense desempenha um papel fundamental na resolução de crimes cometidos com arma de fogo, unindo rigor técnico, análise científica e tecnologia de alcance nacional. Em um caso recente, o trabalho foi determinante na identificação da mesma arma utilizada em dois homicídios distintos, ocorridos em Curitiba e Piraquara, na Região Metropolitana, mostrando como a ciência forense contribui para a identificação e conexões entre crimes. Na comparação balística, os peritos analisam os elementos balísticos em um microscópio comparador. Quando apresentam correspondência, é possível concluir que os materiais analisados foram disparados pela mesma arma. No caso de Curitiba, os materiais foram comparados com registros de outros crimes, que inicialmente não possuíam conexão. Após consulta no Sinab, Sistema Nacional de Análise Balística, foi possível apontar correspondências posteriormente examinadas e confirmadas pelos peritos criminais, garantindo a conclusão sobre a arma utilizada nos dois homicídios. Com o apoio do Sinab, a Polícia Científica pôde não apenas confirmar a participação da arma nos homicídios, mas também corroborar que crimes distintos foram cometidos por ela. No caso de Curitiba, essa colaboração foi decisiva para conectar os dois homicídios e comprovar tecnicamente a utilização da mesma arma. O diretor operacional, Leonal Letnar Jr., esclarece como essa etapa faz o cruzamento dos dados. // SONORA LEONAL LATNAR JR. //

Essa integração permite que as forças de segurança atuem de forma preventiva e investigativa ao mesmo tempo: enquanto a Polícia Civil conduz as investigações, a Polícia Científica, por meio de análises balísticas e validação dos matches no Sinab, consegue gerar linhas de investigação adicionais, mesmo em casos em que ainda não havia suspeitos identificados, colaboração decisiva para conectar os dois homicídios e comprovar tecnicamente a utilização da mesma arma. Por se tratar de uma ferramenta nacional, o Sinab ainda possibilita a comparação de vestígios balísticos entre diferentes estados da Federação, permitindo inclusive identificar o deslocamento de armas de fogo envolvidas em crimes cometidos em locais distintos e fortalecendo a integração entre as Polícias Científicas de todo o país e a Perícia da Polícia Federal. Além de ampliar a capacidade de correlação entre crimes, o uso do Sinab contribui diretamente para a otimização do tempo de resposta pericial. Embora os exames balísticos exijam análises minuciosas e criteriosas, o sistema permite direcionar o trabalho dos peritos apenas para os vestígios que apresentaram correspondência, tornando o processo mais eficiente sem comprometer o rigor técnico. (Repórter: Giovana Bonadiman)