Com previsão de El Niño no 2º semestre, Estado reforça mecanismos de apoio aos municípios

13/05/2026
O Simepar acompanha semanalmente a evolução do El Niño, padrão climático natural que influencia diretamente o clima global. Com previsão de impacto nas ao longo do inverno, a Defesa Civil também atua diariamente na orientação das prefeituras, com ações preventivas, treinamentos e simulações. A sigla ENOS se refere ao padrão climático natural que oscila entre o aquecimento, o El Niño, e resfriamento, La Niña, das águas do Pacífico Equatorial. De acordo com o Centro de Previsão do Clima da NOAA, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, agência federal americana, esse é um dos fenômenos climáticos mais importantes da Terra. Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar, explicou que, analisando o ENOS é possível prever com antecedência os impactos mais fortes do fenômeno. // SONORA REINALDO KNEIB //

O Índice Oceânico Niño Relativo é o principal indicador para monitorar a parte oceânica do ENOS. A parte atmosférica é monitorada pelo Índice de Oscilação Sul. Os critérios para definir a intensidade do El Niño se baseiam na Anomalia da Temperatura da Superfície do Mar. A NOAA classifica a evolução do fenômeno por trimestre. Essa média móvel é comparada aos 30 anos anteriores. No período entre abril e junho, segue a condição de neutralidade das águas do oceano Pacífico equatorial. A partir do inverno, o El Niño se desenvolve e influencia o clima do Paraná, gradativamente aumentando a intensidade para forte a muito forte entre a primavera e o verão. O secretário do Desenvolvimento Sustentável, Everton Souza, destacou que a pasta vem se preparando para melhorar a capacidade de prevenção. // SONORA EVERTON SOUZA //

Comparando a previsão com as anomalias mensais acompanhadas pelo Simepar no Paraná, o inverno vai ter menos ondas de frio intenso. No segundo semestre acontecem chuvas mais intensas, entretanto irregulares e persistentes, principalmente na metade sul do Paraná, que costuma ser mais afetada pelo fenômeno. A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil fez uma reunião nesta terça-feira com os 10 Núcleos de Atuação Regional para reforçar as atividades junto aos municípios. As principais medidas são a revisão do Plano de Contingência, com mapeamento atualizado das áreas de risco vulneráveis a inundações e deslizamentos. De acordo com o coronel Fernando Schunig, coordenador estadual da Defesa Civil, a atenção está voltada principalmente para as regiões onde há o histórico de ocorrências em razão da chuva. // SONORA FERNANDO SCHUNIG //

Este mês a Defesa Civil faz a maior capacitação de voluntários da história. Mais de três mil pessoas estão em processo de formação e quem finalizar os sete módulos até o dia 1º de junho e fica habilitado para ajudar em momentos extremos. (Repórter: Gustavo Vaz)