Com vacinação e vigilância, Paraná mantém poliomielite e outras doenças erradicadas
25/05/2026
O Paraná mantém erradicadas doenças que durante décadas provocaram mortes, sequelas permanentes e epidemias em diferentes regiões do País. A realidade atual é sustentada por uma estrutura contínua de vacinação, vigilância epidemiológica e resposta rápida coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde, em parceria com os 399 municípios. Porém, a pasta reforça que a queda da vacinação pode favorecer o retorno de enfermidades já controladas, especialmente diante da circulação de vírus e bactérias em outras regiões do mundo. Entre elas estão a poliomielite; a rubéola e a síndrome da rubéola congênita; além do tétano neonatal. O Paraná também mantém monitoramento permanente para impedir a reintrodução do sarampo e difteria. A estrutura estadual envolve investigação imediata de casos suspeitos, rastreamento de contatos, monitoramento laboratorial, análise epidemiológica e estratégias de vacinação de imunizar pessoas que vivem ou convivem no entorno de um caso suspeito. A poliomielite é um dos principais exemplos. O Brasil não registra casos da doença desde 1989, mas o risco de reintrodução ainda existe em razão da circulação do vírus em alguns países e da queda das coberturas vacinais observada nos últimos anos. Outro avanço é a eliminação do tétano neonatal, alcançada por meio da ampliação da vacinação materna, fortalecimento do pré-natal e melhoria da assistência ao parto. Já a rubéola e a síndrome da rubéola congênita deixaram de circular graças às campanhas de imunização e ao controle epidemiológico contínuo. O Paraná vem registrando quedas expressivas e recebendo certificações de controle de sífilis e HIV. O Estado alcançou a eliminação da transmissão vertical de HIV e o Selo Bronze em Sífilis. Além do Estado, 16 municípios paranaenses também foram reconhecidos por algum nível de eliminação ou certificação de boas práticas. Entre todas as cidades do Brasil, Toledo foi a única que recebeu o certificado de eliminação dupla de HIV e sífilis. A transmissão vertical ocorre da mãe para o bebê durante a gestação, o parto ou o aleitamento. (Repórter: Gustavo Vaz)


