Delegacia de crimes complexos conclui todos os inquéritos de casos antigos em Curitiba
26/01/2026
A Delegacia de Homicídios de Maior Complexidade da Polícia Civil do Paraná concluiu todos os inquéritos antigos de crimes contra a vida que estavam pendentes em Curitiba. Criada para investigar casos sem autoria definida por até 2 anos, a unidade esclareceu, entre 2020 e 2025, 572 homicídios e tentativas de homicídio. A delegacia integrou a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa e foi instalada em 2014, diante do grande volume de inquéritos sem autoria na época. Eram casos considerados mais difíceis, com várias linhas de investigação, dificuldade para definir motivação, dinâmica dos fatos e identificar testemunhas. Em muitos deles, não havia testemunhas ou os relatos eram contraditórios, o que exigia técnicas específicas, mais tempo e atenção redobrada. A delegada-chefe da DHPP, Camila Cecconelo, explica a importância da criação da estrutura especializada. // SONORA CAMILA CECCONELO //
Para chegar à autoria, os policiais fazem uma análise técnica e cuidadosa de todo o material das investigações iniciais. O trabalho busca conferir se todas as diligências foram cumpridas e identificar novos caminhos investigativos, evitando a prescrição dos crimes. Esse processo foi reforçado pela integração com a Polícia Científica do Paraná e pela modernização do Instituto de Identificação. Também foram fundamentais as ferramentas de inteligência, a investigação digital e o cruzamento de dados em bancos nacionais, que permitiram reavaliar vestígios antigos e confrontar materiais genéticos, digitais e balísticos. Um dos casos de maior repercussão foi solucionado com dados do Banco Nacional de Perfis Genéticos. Em 2019, foi identificado o autor do homicídio de Rachel Genofre, ocorrido em 2008, após a coleta de material genético no presídio onde ele estava, em São Paulo. Nos últimos cinco anos, a atuação da unidade trouxe respostas a famílias que já não tinham mais esperança e contribuiu para aumentar a segurança, ao impedir que autores continuassem cometendo crimes. A delegada-chefe aponta os fatores que levaram ao sucesso nas investigações. // SONORA CAMILA CECCONELO //
Com a missão concluída, a Delegacia de Homicídios de Maior Complexidade encerrou as atividades em dezembro de 2025. O efetivo foi incorporado às demais delegacias da Divisão de Homicídios, reforçando as investigações de casos recentes na capital e trazendo mais agilidade na apuração de crimes contra a vida. (Repórter: Gabriel Ramos)
Para chegar à autoria, os policiais fazem uma análise técnica e cuidadosa de todo o material das investigações iniciais. O trabalho busca conferir se todas as diligências foram cumpridas e identificar novos caminhos investigativos, evitando a prescrição dos crimes. Esse processo foi reforçado pela integração com a Polícia Científica do Paraná e pela modernização do Instituto de Identificação. Também foram fundamentais as ferramentas de inteligência, a investigação digital e o cruzamento de dados em bancos nacionais, que permitiram reavaliar vestígios antigos e confrontar materiais genéticos, digitais e balísticos. Um dos casos de maior repercussão foi solucionado com dados do Banco Nacional de Perfis Genéticos. Em 2019, foi identificado o autor do homicídio de Rachel Genofre, ocorrido em 2008, após a coleta de material genético no presídio onde ele estava, em São Paulo. Nos últimos cinco anos, a atuação da unidade trouxe respostas a famílias que já não tinham mais esperança e contribuiu para aumentar a segurança, ao impedir que autores continuassem cometendo crimes. A delegada-chefe aponta os fatores que levaram ao sucesso nas investigações. // SONORA CAMILA CECCONELO //
Com a missão concluída, a Delegacia de Homicídios de Maior Complexidade encerrou as atividades em dezembro de 2025. O efetivo foi incorporado às demais delegacias da Divisão de Homicídios, reforçando as investigações de casos recentes na capital e trazendo mais agilidade na apuração de crimes contra a vida. (Repórter: Gabriel Ramos)


