Diplomacia e status sanitário estimulam as exportações de suínos do Paraná
05/02/2026
O Boletim Conjuntural do Deral mostra que o desempenho do agronegócio do Paraná no início de 2026 depende, principalmente, da diplomacia comercial e do status sanitário, que garantem acesso a mercados que pagam melhor no Exterior. Um dos destaques é a suinocultura. Com o reconhecimento internacional de área livre de febre aftosa sem vacinação, o Estado avançou no mercado do Peru e trabalha para ampliar as vendas para Estados Unidos e Canadá, considerados mercados premium. Esses destinos pagam acima da média internacional, hoje em torno de 2 dólares e 55 centavos por quilo. O Japão lidera a melhor remuneração, com cerca de 3 dólares e 42 centavos por quilo. Em 2025, a carne suína foi o oitavo produto mais exportado pelo Paraná, com 573 milhões de dólares em vendas, alta de 41% em relação a 2024. No mercado de cereais, o trigo começa o ano pressionado, com preços 14% menores na comparação com o início de 2025. Em janeiro, a saca ficou em média em 62 reais, valor próximo do custo de produção, o que faz o cereal perder espaço para o milho safrinha. O plantio do milho já alcança 12% de uma área estimada em 2 milhões e 840 mil hectares, com possibilidade de novo recorde. Na pecuária de corte, o boletim aponta redução histórica na diferença de preços entre machos e fêmeas. Em janeiro, os bois ficaram cerca de 12 reais e 60 centavos por arroba acima das novilhas e aproximadamente 20 reais e 60 centavos por arroba acima das vacas. Outro destaque é o mel. Em 2025, o Brasil exportou 34 mil e 468 toneladas, com faturamento de 116 milhões de dólares, crescimento de quase 16% em relação a 2024. O preço médio subiu para cerca de 3 dólares e 38 centavos por quilo. O Paraná fechou o ano na terceira posição entre os exportadores, com 20 milhões de dólares em receita e quase 6 mil toneladas vendidas. (Repórter: Gabriel Ramos)


