Doação de sangue garante tratamento a pacientes que precisam de transfusões frequentes

18/03/2026
Diversas situações podem levar uma pessoa a precisar de uma transfusão de sangue. São, na maioria, os casos de trauma que podem ocasionar em uma hemorragia, mas pacientes com câncer e portadores de algumas doenças genéticas que afetam o sistema sanguíneo também podem precisar do processo para diminuir as complicações e melhorar o estilo de vida. O Hemepar, gerido pela Secretaria de Estado da Saúde, mantém uma rede estruturada para atendimento de pacientes que necessitam de transfusões e acompanhamento hematológico frequentes. Atualmente, a rede atende em Curitiba 96 pacientes que necessitam de transfusões constantes. Leice Vieira, de 43 anos, é uma delas. Ela é portadora de talassemia. O diagnóstico foi dado ainda na infância. // SONORA LEICE VIEIRA //

A paciente é moradora de Guaratuba, no Litoral, e a cada três semanas recebe a transfusão de sangue em Curitiba. O tratamento contínuo faz diferença na rotina dela, já que o método é um dos mais eficazes para garantir qualidade de vida às pessoas que necessitam desse cuidado. A talassemia e a anemia falciforme são doenças genéticas que afetam a molécula de hemoglobina presente nos glóbulos vermelhos. Essa é a proteína responsável por se ligar ao oxigênio e transportá-lo pelo corpo. O termo usado para doenças que afetam essa proteína é “hemoglobinopatia”. Médica hematologista, Janine Reinaldinho, que trabalha há nove anos no ambulatório do Hemepar, explica como funciona o atendimento a esses pacientes. // SONORA JANINE REINALDINHO //

A estudante de Pedagogia Ana Beatriz Saturnino, de 19 anos, é portadora de anemia falciforme. A doença foi descoberta por meio da triagem neonatal, conhecida como Teste do Pezinho. // SONORA ANA BEATRIZ SATURNINO //

Embora ambas sejam classificadas como hemoglobinopatias, elas diferem quanto ao tipo de alteração genética e ao comportamento no organismo. A talassemia causa anemia crônica devido a defeitos na produção de glóbulos vermelhos, o que exige transfusões regulares e controle de ferro. A anemia falciforme pode se manifestar de formas diferentes em cada indivíduo. Algumas pessoas apresentam apenas sintomas leves, outras problemas mais intensos. Os sinais geralmente começam a aparecer na segunda metade do primeiro ano de vida da criança. (Repórter: Gustavo Vaz)