Em dois meses, Sanepar coleta e trata 80,6 bilhões de litros de esgoto

10/03/2026
Em janeiro e fevereiro, a Sanepar coletou e tratou 80 bilhões e 600 milhões de litros de esgoto nas cidades em que administra o sistema de saneamento. Em apenas dois meses, a Companhia evitou que um volume equivalente a 32 mil 240 piscinas olímpicas fosse despejado na natureza, o que traria prejuízos ambientais e para as pessoas. No mesmo período e na contramão da preservação ambiental, o Brasil jogou na natureza quase dez vezes esse volume: o equivalente a 305 mil 370 piscinas olímpicas em esgoto foram gerados e não receberam tratamento, poluindo o país. O dado é do Esgotômetro do Instituto Trata Brasil. A Sanepar coleta 82% do esgoto nas áreas urbanas em 219 municípios do Paraná e trata corretamente 100% do que recolheu, dentro da legislação ambiental. A média brasileira de coleta está bem abaixo, apenas 55%; e o percentual nacional de tratamento dos dejetos é ainda menor, de quase 52%. Até 2030, a Sanepar vai investir mais de 6 bilhões e meio de reais na expansão e na modernização dos sistemas de esgotamento sanitário nas cidades em que atua.  A meta é chegar a 90% da população urbana atendida pela Sanepar antes de 2033, ano estipulado pelo Marco Regulatório do Saneamento Básico, válido para as 5 mil 570 cidades do Brasil. O esgoto que tem tratamento adequado resulta em dois produtos: o lodo, um resíduo pastoso e rico em matéria orgânica que pode ter outros usos, desde se tornar adubo até gerar biodiesel e ser convertido em energia elétrica; e a água limpa, que volta ao curso dos rios. Na Sanepar, o tratamento é feito em 273 estações, que cuidam exclusivamente do esgoto, e todas obedecem parâmetros legais de “devolução” da água ao leito dos rios com baixos índices de poluição orgânica, medidos em DBO, Demanda Bioquímica de Oxigênio. Quanto menor o DBO, mais pura está a água. (Repórter: Gustavo Vaz)