Em expansão, Projeto Arboreto amplia rede de conservação da flora nativa do Paraná

18/06/2026
O Paraná ampliou, neste ano, a rede estadual de conservação de espécies nativas e do patrimônio genético da flora com a expansão do Projeto Arboreto. Desenvolvida pelo Instituto Água e Terra, a iniciativa reúne árvores representativas dos ecossistemas paranaenses em áreas destinadas à conservação, à produção de sementes e ao apoio a programas de restauração ecológica. Com a inauguração da unidade de Paranavaí, em março, o programa alcançou oito arboretos em operação no Estado. Uma nova unidade deve ser implantada ainda neste ano, em local a ser definido. Atualmente, a rede estadual reúne arboretos instalados em São José dos Pinhais, Paranaguá, Ivaiporã, Figueira, Floresta Estadual de Santana e duas unidades localizadas no Horto Florestal de Jacarezinho. Os espaços estão distribuídos entre viveiros florestais, hortos e áreas protegidas administradas pelo Instituto, formando uma estrutura voltada à conservação genética da flora nativa e à produção de sementes para programas de restauração ecológica. Segundo o engenheiro florestal do IAT, Jobert Silva da Rocha, os arboretos exercem papel importante na conservação da flora nativa e no fornecimento de sementes para programas de restauração ambiental. // SONORA JOBERT SILVA DA ROCHA //

Criado em 2023, o Projeto Arboreto surgiu com a proposta de reunir espécies nativas em espaços permanentes de conservação. Mais do que áreas de plantio, os arboretos funcionam como bancos vivos da biodiversidade paranaense. Cada unidade abriga árvores selecionadas para conservação genética, coleta de sementes e acompanhamento técnico. O material produzido contribui para projetos de recuperação de áreas degradadas e para iniciativas de restauração ecológica conduzidas pelo Estado. A expansão para as Unidades de Conservação marcou uma nova etapa do programa. O primeiro arboreto implantado em uma área protegida estadual foi no Parque Estadual do Palmito, em Paranaguá, no Litoral, em 2024. O espaço recebeu 180 mudas de espécies nativas, incluindo exemplares ameaçados de extinção, como o palmito-juçara e o cedro-rosa. (Repórter: Gustavo Vaz)