Escola da rede estadual luta contra o desperdício de alimentos dentro e fora da sala de aula
14/11/2022
De um cartaz para um banner e agora um espaço para o projeto. A professora de Ciências, Roseli Rodrigues da Silva, criou no Instituto de Educação do Paraná Professor Erasmo Pilotto o projeto "Prato Limpo". Desde de muito pequena ensinada pela mãe a não desperdiçar comida, a professora percebeu um desperdício de alimentos na escola e decidiu fazer algo para mudar o cenário e os hábitos dessas crianças e adolescentes. O nome surgiu de uma brincadeira da professora com os estudantes de que eles precisavam deixar o “prato limpo". Roseli conta que tanto os alunos, quanto a diretoria e coordenação deram forças desde o começo do projeto, no início deste ano. Na prática, a ação une conscientização e pedagogia, consistindo em uma série de tarefas após as refeições: primeiro eles separam o resto da comida em duas lixeiras, uma para a casca de frutas e outra para os demais alimentos. O passo seguinte é a realização da pesagem, sob a supervisão do coordenador de Ciências da Natureza, Victor Eduardo Pauliv, responsável por fazer a estatística para saber quantas pessoas seria possível de alimentar com o que foi desperdiçado, cruzando esses dados também com o cardápio para verificar quais os principais alimentos “rejeitados” pelos alunos. Diariamente atualizando o que estava sendo desperdiçado para comparar com o valor do dia anterior e ter mais consciência, o desperdício caiu de 15 quilos diários no começo do ano para 7 a 10 quilos por dia nos últimos meses, o que já mostra uma evolução significativa. A aluna Pietra Carolina, de 11 anos, conta que está engajada desde o primeiro dia na ideia de diminuir o desperdício.//SONORA PIETRA CAROLINA//
O aluno Arthur Felipe da Costa também destaca a importância do projeto.//SONORA ARTHUR FELIPE//
Para garantir que todos da rede estadual de ensino estejam bem alimentados independente da realidade de suas famílias, a Secretaria de Estado da Educação e do Esporte ampliou em meados de 2022 o programa Mais Merenda, no qual todos os alunos das mais de duas mil e cem escolas da rede estadual de ensino recebem três refeições por turno, acrescentando um lanche na entrada e outro na saída, além da refeição completa tradicional já oferecida no intervalo. O lanche pode ser composto por pães, bolos, bolachas, chás, sucos, achocolatados ou bebidas lácteas, além de frutas. Na merenda servida nos intervalos das aulas, os estudantes comem refeições completas, com arroz, feijão, carne, vegetais e outras opções. Ao todo, o investimento na merenda escolar se multiplicou nos últimos anos, saindo de 135 milhões de reais em 2019 e deve ultrapassar os 400 milhões de reais no ano de 2022. (Repórter: Alexandre Nassa)
O aluno Arthur Felipe da Costa também destaca a importância do projeto.//SONORA ARTHUR FELIPE//
Para garantir que todos da rede estadual de ensino estejam bem alimentados independente da realidade de suas famílias, a Secretaria de Estado da Educação e do Esporte ampliou em meados de 2022 o programa Mais Merenda, no qual todos os alunos das mais de duas mil e cem escolas da rede estadual de ensino recebem três refeições por turno, acrescentando um lanche na entrada e outro na saída, além da refeição completa tradicional já oferecida no intervalo. O lanche pode ser composto por pães, bolos, bolachas, chás, sucos, achocolatados ou bebidas lácteas, além de frutas. Na merenda servida nos intervalos das aulas, os estudantes comem refeições completas, com arroz, feijão, carne, vegetais e outras opções. Ao todo, o investimento na merenda escolar se multiplicou nos últimos anos, saindo de 135 milhões de reais em 2019 e deve ultrapassar os 400 milhões de reais no ano de 2022. (Repórter: Alexandre Nassa)


