Escolas quilombolas do Paraná fortalecem pertencimento e relação com as comunidades

19/03/2026
A Secretaria de Estado da Educação tem fortalecido o atendimento a comunidades tradicionais, mantendo o vínculo entre escola e território e garantindo acesso à educação em regiões historicamente marcadas por dificuldades de deslocamento e oferta educacional. No Paraná, as duas escolas quilombolas da rede estadual, o Colégio Estadual Quilombola Diogo Ramos e o Colégio Estadual Quilombola Maria Joana Ferreira, têm se consolidado como espaços de pertencimento, integração social e valorização cultural, atuando de forma articulada com as comunidades onde estão inseridas. O Colégio Estadual Quilombola Diogo Ramos, localizado na comunidade quilombola João Surá, em Adrianópolis, município da Região Metropolitana de Curitiba e situado no Vale do Ribeira, tem se consolidado como exemplo de integração entre escola e território. A unidade atende atualmente cerca de 24 estudantes. A diretora da instituição, Cassiane Aparecida de Matos, ressalta que o modelo educacional construído em diálogo com a comunidade local. // SONORA CASSIANE APARECIDA DE MATOS //

Ela conta que o processo de criação do colégio começou a ganhar forma em 2006, a partir de demandas apresentadas pela comunidade à Secretaria da Educação. // SONORA CASSIANE APARECIDA DE MATOS //

Em 2025, o colégio passou por melhorias na infraestrutura, por meio do projeto Escola Mais Bonita, com investimentos de aproximadamente 100 mil reais. Além das ações pedagógicas, o Governo do Estado também investe em políticas públicas que garantem condições de permanência dos estudantes na escola. Por meio do Fundepar, Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional, foram distribuídas, em 2025, cerca de 16 toneladas de alimentos para as duas unidades quilombolas da rede, respeitando hábitos alimentares tradicionais. O cardápio inclui ingredientes tradicionais utilizados pela comunidade, contribuindo para preservar hábitos alimentares da comunidade e valorizar a cultura quilombola também no cotidiano escolar. E neste ano, até o momento, já foram destinadas mais de 2 toneladas às escolas. Somados, os estabelecimentos registram cerca de 1500 servimentos diários. Para a diretora-presidente do Fundepar, Eliane Teruel Carmona, o cardápio escolar vai além da oferta de refeições. // SONORA ELIANE TERUEL CARMONA //

O Colégio Estadual Quilombola Maria Joana Ferreira atende 211 estudantes da comunidade quilombola Adelaide Maria da Trindade Batista, em Palmas, no Sul do Estado. Em ambas as instituições, a educação escolar quilombola ocorre por meio de proposta pedagógica e formação continuada próprias, respeitando saberes locais e a especificidade étnico-cultural de cada comunidade, conforme diretrizes da Base Nacional Comum Curricular. (Repórter: Gustavo Vaz)