Estudo aponta que ocupação dos perímetros urbanos da RMC pode facilitar planejamento territorial

13/01/2026
Um levantamento da Amep identificou que a ocupação dos perímetros urbanos delimitados pelos municípios da Região Metropolitana de Curitiba ainda não chegou na metade. O percentual oficial é de 40%. A Região Metropolitana de Curitiba tem três milhões e 500 mil pessoas e é a oitava mais populosa do Brasil. Os dados integram o levantamento do PDUI, Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana de Curitiba, que está na etapa final de elaboração pelo órgão, e revelam o quanto as cidades da Região ainda possuem os chamados “vazios urbanos”, que são áreas já inseridas no perímetro urbano, dotadas ou potencialmente atendidas por infraestrutura, mas que permanecem desocupadas ou subutilizadas. De acordo com o levantamento, o maior índice, de cerca de 91% de desocupação nas áreas delimitadas, é em Adrianópolis. Já o menor indicador é em Curitiba, com 29%, uma vez que a cidade é a mais urbanizada da Região. Segundo o diretor-presidente da Amep, Gilson Santos, os números demonstram como os municípios podem se tornar mais eficientes e orientar o crescimento nos próximos anos. // SONORA GILSON SANTOS //

Apesar desse cenário, muitos municípios têm recorrido à ampliação dos perímetros urbanos como estratégia para viabilizar o crescimento e novos empreendimentos, o que, segundo Gilson Santos, pode acabar onerando as cidades. // SONORA GILSON SANTOS //

O levantamento aponta que um dos principais desafios enfrentados pelas cidades não é a falta de espaço para crescer, mas a eficiência das áreas urbanas e de ordenamento do uso do solo. Segundo o estudo, existe espaço para redução do déficit habitacional do Paraná sem necessidade de ampliar o perímetro urbano e levar as pessoas para longe dos centros comerciais. O PDUI aponta que o que faz esse déficit continuar ou aumentar é justamente o custo dessas áreas nos vazios urbanos, que se tornam inacessíveis para famílias de baixa renda. Outra informação interessante trazida pelo estudo, que ainda está em andamento, é que ao cruzar os dados de vazios urbanos com as projeções populacionais e a expectativa de crescimento dos municípios, foi identificado que os perímetros urbanos hoje vigentes são, em média, 90% superiores à demanda estimada. (Repórter: Gustavo Vaz)