Estudo da UEL aponta que adolescentes sedentários têm mais dificuldades pós-Covid-19

11/07/2023
Estudo inédito assinado por pesquisadores da UEL, Universidade Estadual de Londrina, conseguiu mensurar a importância da atividade física para a saúde e bem-estar e fortalecer a ideia de que o exercício físico funciona como um antídoto, capaz de reduzir os impactos de doenças graves. A pesquisa considerou um grupo de 312 adolescentes que tiveram diagnóstico de Covid-19 e concluiu que indivíduos sedentários apresentavam quatro vezes mais chances de manter sintomas após a doença, como fadiga, perda de olfato, dores de cabeça, tosse e indisposição. A pesquisa foi conduzida pelo Grupo de Estudos em Atividade Física, Psicologia e Saúde, do Centro de Educação Física e Esporte da Universidade. A prática corriqueira da atividade física pode reduzir em até quatro vezes as chances de sintomas pós-Covid-19, demonstrou a pesquisa. Também foi constatado que meninas adolescentes apresentaram mais sintomas do que os meninos. O estudo, de natureza quantitativa, considerou a amostragem oficial da plataforma pacientes da secretaria estadual de Saúde do Paraná. Adolescentes que não tiveram sintomas posteriores narraram praticar, em média, 215 minutos de atividade física semanalmente. O grupo que apresentou um quadro prolongado da infecção informou fazer, em média, 140 minutos de atividade física semanal, tempo menor do que o recomendável pela Organização Mundial de Saúde, de 60 minutos por dia de atividade física vigorosa ou moderada, pelo menos três vezes por semana. Dos 312 adolescentes analisados, 51,9% eram do sexo feminino e 48,1% do sexo masculino, com idade entre 11 e 17 anos, que apresentaram diagnóstico confirmado da doença, em Londrina, entre agosto e dezembro de 2021. O trabalhou foi a dissertação de mestrado do estudante Gustavo Baroni, orientado pelo professor do Departamento de Ciência do Esporte da UEL, Helio Serassuelo Junior, dentro do programa de Pós-Graduação em Educação Física Associado da Universidade Estadual de Maringá e a UEL. O professor conta que para investigar a prevalência da síndrome utilizou-se o questionário “Manifestações clínicas de quadro prolongado – Síndrome Pós-Covid”, da secretaria estadual de Saúde, que mede condições físicas da infecção após a fase aguda da doença. // SONORA HELIO SERASSUELO //

Posteriormente, foi aplicado outro questionário que comprovou os hábitos e o comportamento dos adolescentes quanto à atividade física rotineira. O estudo foi desenvolvido com dados parciais do projeto de pesquisa “Avaliação clínica funcional e qualidade de vida de pacientes após 1, 2, 6 e 12 meses do diagnóstico de infecção por SARS-CoV-2 no município de Londrina-PR”, coordenado pela professora Celita Salmaso Trelha, do Departamento de Fisioterapia, do Centro de Ciências da Saúde da UEL. De acordo com o estudo, a média da percepção de bem-estar global dos adolescentes infectados diminui à medida em que a idade avança em ambos os sexos, evidenciando maiores escores entre 15 e 17 anos. Mais informações em www.aen.pr.gov.br. (Repórter: Nathália Gonçalves)