Governador dá início à ação que vai proteger mil nascentes de água até o Dia da Árvore

19/09/2023
A Estância Carmello, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, foi a propriedade escolhida para dar o pontapé inicial na ação Mil Fontes, que até a próxima quinta-feira, Dia da Árvore, fará a proteção de pelo menos mil nascentes de água em todo o Paraná. A ação faz parte do Programa Estadual de Proteção de Nascentes, com o objetivo de preservar entre 30 mil e 35 mil minas d’água até 2026, o que vai ajudar a estimular a produção de água e evitar problemas no abastecimento. O governador Carlos Massa Ratinho Junior esteve nesta terça-feira na propriedade de Ilbérico e Sônia de Paula, localizada na Bacia do Miringuava, e plantou as mudas que vão proteger a fonte de água. Ratinho Junior destaca que a iniciativa busca garantir a produção de água com qualidade e em quantidade. // SONORA RATINHO JUNIOR //

Essa é a maior iniciativa já realizada em proteção de nascentes no Paraná e no Brasil, com a ação atendendo três fontes de cada município paranaense, explicou o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. // SONORA NORBERTO ORTIGARA //

O presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance, explicou que 600 técnicos do instituto estão em campo para ajudar os agricultores na proteção das nascentes e destacou que o projeto conta com a contribuição de várias entidades. // SONORA NATALINO AVANCE //

Utilizada para o turismo rural, a Estância Carmello é referência em proteção ambiental na área rural e é uma das unidades atendidas por um programa de preservação da Bacia do Miringuava, que atende produtores locais e conta com a participação do IDR-Paraná, Sanepar e o Movimento Viva Água, do Grupo Boticário. A proprietária Sônia de Paula explicou que eles têm outras duas nascentes no local, que estão protegidas e evitaram que as consequências da estiagem não fosse maior. // SONORA SÔNIA DE PAULA //

As nascentes da propriedade ajudam a formar um córrego que é afluente do Rio Miringuava. Porém, estão expostas atualmente à presença de animais e processo erosivo. A proteção, feita com a técnica solo-cimento, vai evitar o assoreamento e garantir a produção de água com quantidade e qualidade. (Repórter: Nathália Gonçalves)