Hortigranjeiros do Paraná estão com preços mais acessíveis ao consumidor no começo de 2026

08/01/2026
O agronegócio paranaense começa o ano em um cenário marcado por recordes históricos, boas perspectivas produtivas e, em especial, um ambiente favorável ao abastecimento alimentar. De acordo com o Boletim Conjuntural desta semana, divulgado pelo Departamento de Economia Rural, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, nesta quinta-feira, os preços mais acessíveis no segmento de hortigranjeiros beneficiam o consumidor e incentivam a aquisição desses itens. Dados da Ceasa Paraná mostram que, na comparação entre 2025 e 2024, a maior parte dos hortigranjeiros apresentou redução de preços no atacado. Isso é reflexo da sazonalidade e do planejamento produtivo para adequação da demanda no período de festas. Dos 30 principais itens acompanhados, 22 registraram queda, incluindo produtos essenciais como batata comum, cebola, beterraba e cenoura, todos acima dos 37%. Frutas como abacaxi e laranja também tiveram retração nos preços. A suinocultura paranaense fechou 2025 em patamar histórico. Segundo o Deral, o Paraná exportou 236 mil toneladas de carne suína, com receita de 597 milhões de dólares, o maior resultado desde o início da série histórica, em 1997. O crescimento em volume e valor elevou a participação do Estado nas exportações nacionais de 14% para 16%, reforçando a posição como o terceiro maior do país no recorte. A produção de milho avança de forma consistente. O plantio da segunda safra já começou em áreas pontuais do Sudoeste, após a colheita do feijão. Na primeira safra, o cenário é amplamente favorável: 93% das lavouras estão em boas condições, índice semelhante ao de um ano marcado por recorde de produtividade. Com área cultivada de 339 mil hectares, a expectativa do Deral é de uma produção de três milhões e 470 mil toneladas. (Repórter: Gustavo Vaz)