IAT apreende 222 quilos de peixe e aplica R$ 169,2 mil em multas durante a Piracema

04/03/2026
O Instituto Água e Terra divulgou nesta quarta-feira o balanço da fiscalização realizada durante a Piracema, período de restrição à pesca de espécies nativas para preservar a reprodução dos peixes, entre 1º de novembro e 28 de fevereiro. Foram seis forças-tarefas planejadas pela Gerência de Monitoramento e Fiscalização e pelo Coordenador do Grupo de Operações Ambientais do órgão ambiental neste intervalo, com apreensão de 222 quilos de peixe, emissão de 20 Autos de Infração Ambiental e aplicação de 169 mil reais em multas. O coordenador de Fiscalização das Operações de Força-Tarefa e chefe do Escritório Regional de Maringá, Antônio Carlos Cavalheiro Moreto, explica qual foi o efetivo designado para essas ações. // SONORA ANTÔNIO CARLOS CAVALHEIRO MORETO //

As operações ocorreram em 17 corpos hídricos de 41 municípios do Paraná. Foram apreendidos 19.510 metros de redes de malhas diversas; nove tarrafas; 2.150 metros de cordas com espinheis; 429 varas telescópicas e caniços com carretilha e molinete; 29 caixas e bolsas com petrechos e materiais de pesca; 251 boias loucas; 21 ganchos; 16 fisgas de aço; 44 covos; sete motores de popa e elétrico; duas baterias; 10 setas com fisga de aço para pesca; e 452 anzóis de galho. Também foram vistoriados e fiscalizadas revendas de iscas vivas e estabelecimentos que comercializam peixes. Considerando o comportamento migratório e de reprodução das espécies nativas, a pesca é proibida na bacia hidrográfica do Rio Paraná. A pesca já voltou a ser permitida, seguindo a legislação ambiental. No entanto, o gerente de Monitoramento e Fiscalização do IAT, Álvaro Cesar de Goes, ressalta que o órgão permanece vigilante no combate à pesca predatória. // SONORA ÁLVARO CESAR DE GOES //

A lei de crimes ambientais define multas a partir de 1.200 reais por pescador, acrescidos de 100 reais a cada material proibido apreendido e mais 20 por quilo pescado. (Repórter: Gustavo Vaz)