IAT caminha para novo recorde de aprovações de planos de uso e conservação de reservatórios

12/05/2026
Antes mesmo do fim deste primeiro semestre, a Divisão de Licenciamento Estratégico do Instituto Água e Terra já aprovou o Plano Ambiental de Conservação e Uso do Entorno de Reservatórios Artificiais da Usina Hidrelétrica, Santa Clara, também chamada de UHE Santa Clara, localizada nos municípios de Candói e Pinhão, na região Centro-Sul. Além disso, mantém três projetos em fase final e outros 15 planos dos chamados Pacueras em análise técnica para complementações. Seguindo esse ritmo, 2026 tende a superar os números do ano passado e estabelecer novo recorde. Em 2025, cinco Pacueras foram aprovados, o que representa quase a metade dos 12 documentos validados desde 2019, período da reestruturação do setor. Entre os empreendimentos que receberam a certificação estão os Pacueras das UHEs Salto Santiago e Salto Osório, além das PCHs, Pequenas Centrais Hidrelétricas Beira Rio, Lucia Cherobim e Paredinha. A expectativa para este ano é concluir a análise e aprovação de todos os planos em fase final e em complementação técnica dentro do Plano de Licenciamento Estratégico. Responsável pelo setor, a engenheira florestal Maria do Rocio Lacerda Rocha explica que a planificação reúne um conjunto de diretrizes e proposições com o objetivo de disciplinar a conservação, recuperação, o uso e ocupação do entorno de um reservatório artificial em um raio de no mínimo de 1 km, estimulando o desenvolvimento sustentável da área. // SONORA MARIA DO ROCIO LACERDA ROCHA //

Ainda de acordo com a engenheira florestal, o planejamento rigoroso das áreas que contornam reservatórios artificiais é uma medida essencial para a qualidade ambiental daquela região. // SONORA MARIA DO ROCIO LACERDA ROCHA //

Os três Pacueras em estágio conclusivo para validação neste primeiro semestre são os projetos das PCHs Tito, em Clevelândia e Honório Serpa, no Sudoeste; Zeca Golin, em Anahy e Iguatu, no Oeste; e Cavernoso IV, em Candói e Cantagalo, no Centro-Sul. Em média, a aprovação de uma proposta ambiental deste tipo leva entre dois e três anos. Os avanços em certificação, viabilidade técnica e atuação multidisciplinar do IAT permitiram reduzir em até três vezes esse prazo, o que acelera a regulamentação e a reorganização das áreas de reservatórios artificiais. (Repórter: Gustavo Vaz)