Investimentos da Sanepar em rede de esgoto podem ter evitado 3.988 internações desde 2019

28/05/2026
Os investimentos da Sanepar para universalizar a coleta e tratamento de esgoto até 2029, podem ter evitado, nos últimos oito anos, 3 mil 988 internações por Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado, como diarreia, hepatite A e leptospirose. A conclusão se dá diante de um novo estudo do Ipardes, Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social, que mostrou que uma expansão de 1% na rede de esgoto no Paraná pode evitar 476 internações. Nas cidades em que a Companhia é responsável pelo serviço no estado, o Índice de Atendimento com Rede Coletora de Esgoto era de 74% em dezembro de 2019. Atualmente, o Índice é de 82%, um salto de 8 pontos percentuais. Na prática, além de evitar o aumento dessas doenças, o avanço no saneamento também garante que o sistema seja desafogado e que este atendimento possa ser redirecionado para outras áreas com maior demanda no momento. São leitos e equipes que passam a ficar disponíveis, otimizando o uso dos recursos humanos e financeiros da saúde no Paraná. Do ponto de vista econômico, quase 3 milhões e 300 mil reais são poupados a cada 10% de aumento na rede de esgoto, projeta o estudo. Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, destaca o impacto do saneamento na economia. // SONORA JORGE CALLADO //

No Paraná, a Sanepar é responsável pelo saneamento em 344 dos 399 municípios, coletando 82% do esgoto nas áreas urbanas e tratando 100% do que recolheu, dentro da legislação ambiental. A intenção é chegar a 90% de índice de coleta até 2029, antecipando em quatro anos a meta estabelecida pelo Marco Legal do Saneamento.  O avanço no saneamento também evita uma perda de 2 milhões e 600 mil reais no PIB do estado. O valor está relacionada com a queda nos afastamentos de trabalhadores acometidos por Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado. (Repórter: Gustavo Vaz)