Lacen aplica nova tecnologia para identificar bactéria e mutações da tuberculose

18/12/2025
O Lacen, Laboratório Central do Estado do Paraná, passou a usar uma nova tecnologia que agiliza o diagnóstico da tuberculose. É o Deeplex, um sistema moderno de sequenciamento genético que antes era restrito à pesquisa e agora entra na rotina de exames. O custo anual da tecnologia é de mais de 270 mil de reais. O sistema permite identificar ao mesmo tempo se a bactéria é, de fato, da tuberculose e se ela apresenta resistência aos principais medicamentos usados no tratamento. Isso é importante porque outras bactérias podem causar infecções pulmonares parecidas e dificultar o diagnóstico correto. Com esse resultado mais rápido e preciso, o Lacen consegue repassar informações completas aos médicos em menos tempo. Assim, o tratamento começa mais cedo e de forma adequada, o que aumenta as chances de cura e reduz a transmissão da bactéria resistente.

A adoção da nova tecnologia segue a Estratégia Fim da Tuberculose, da Organização Mundial da Saúde. A meta é reduzir em 90% as mortes e em 80% a incidência da doença até 2030.

A tuberculose é uma doença infecciosa e contagiosa, transmitida pelo ar, principalmente pela tosse, fala ou espirro. Afeta os pulmões e ainda representa um desafio para a saúde pública. A prevenção inclui a vacina BCG. No Paraná, em 2025, foram registrados 134 óbitos pela doença. Em 2024, o Estado teve 2 mil 717 casos. Neste ano, até novembro, já são 2 mil 579 registros, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. (Repórter: Gabriel Ramos)