Líder na piscicultura, Paraná orienta produtores do manejo dos viveiros no verão
14/01/2026
O Paraná é o maior produtor de pescados cultivados do Brasil. O Valor Bruto de Produção chega a 1 bilhão 990 milhões de reais. A tilápia é a principal espécie criada no Estado. Na sequência aparecem o Ceará, com 1 bilhão 970 milhões de reais, e o Rio Grande do Norte, com cerca de 888 milhões de reais, segundo dados do IBGE de 2024. No verão, as altas temperaturas exigem mais atenção dos piscicultores. O calor interfere diretamente na criação e pode reduzir o ganho de peso ou causar a morte dos peixes. No Oeste do Estado, especialmente na região de Toledo, a orientação é monitorar com frequência a temperatura e o nível de oxigênio nos tanques. É o que explica o veterinário Gelson Hein, do IDR-Paraná. // SONORA GELSON HEIN //
A faixa ideal para o desenvolvimento dos peixes fica entre 24 e 30 graus. No verão, as temperaturas passam facilmente desse limite durante o dia. Esse calor, somado à alta concentração de peixes nos viveiros, exige manejo mais cuidadoso. Hoje, há casos com até 15 peixes por metro quadrado. Com o crescimento dos animais, a necessidade de oxigênio aumenta. As maiores perdas costumam ocorrer à noite, quando as algas deixam de produzir oxigênio. Por isso, os aeradores devem funcionar de forma contínua quando a biomassa passa de cerca de 5 toneladas por hectare. O ideal é manter a água com entre 4 e 5 miligramas de oxigênio por litro, sempre ajustando o uso para evitar gasto desnecessário de energia. A alimentação também precisa de ajustes. Em dias muito quentes ou com pouco oxigênio pela manhã, a recomendação é atrasar, reduzir ou até suspender uma das refeições. Isso evita a sobra de ração e preserva a qualidade da água. Além do oxigênio, fatores como pH e presença de amônia também influenciam a criação. O ciclo de engorda até cerca de 1 quilo leva em torno de 210 dias. Melhorar o manejo e investir em tanques mais profundos, hoje com até 4 metros, ajuda a reduzir esse tempo e aumentar a produtividade. (Repórter: Gabriel Ramos)
A faixa ideal para o desenvolvimento dos peixes fica entre 24 e 30 graus. No verão, as temperaturas passam facilmente desse limite durante o dia. Esse calor, somado à alta concentração de peixes nos viveiros, exige manejo mais cuidadoso. Hoje, há casos com até 15 peixes por metro quadrado. Com o crescimento dos animais, a necessidade de oxigênio aumenta. As maiores perdas costumam ocorrer à noite, quando as algas deixam de produzir oxigênio. Por isso, os aeradores devem funcionar de forma contínua quando a biomassa passa de cerca de 5 toneladas por hectare. O ideal é manter a água com entre 4 e 5 miligramas de oxigênio por litro, sempre ajustando o uso para evitar gasto desnecessário de energia. A alimentação também precisa de ajustes. Em dias muito quentes ou com pouco oxigênio pela manhã, a recomendação é atrasar, reduzir ou até suspender uma das refeições. Isso evita a sobra de ração e preserva a qualidade da água. Além do oxigênio, fatores como pH e presença de amônia também influenciam a criação. O ciclo de engorda até cerca de 1 quilo leva em torno de 210 dias. Melhorar o manejo e investir em tanques mais profundos, hoje com até 4 metros, ajuda a reduzir esse tempo e aumentar a produtividade. (Repórter: Gabriel Ramos)


