Maior produtor do Brasil, Paraná já colheu 72% da "safra das águas" do feijão

22/01/2026
O Boletim Conjuntural desta semana do Deral, o Departamento de Economia Rural, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, aponta uma reação dos preços para o feijão no início deste ano. Após um período de ajustes de área e de desafios climáticos, a cultura iniciou 2026 com sinais distintos entre os tipos comercializados e com atenção para o andamento das safras. Em janeiro, os preços recebidos pelos produtores paranaenses tiveram recuperação, especialmente no feijão carioca. A cotação média chegou a R$ 221,39 pela saca de 60 quilos, com registros pontuais de até 230 reais em algumas praças. O valor representa alta de 14% em relação a dezembro e também supera os níveis de janeiro do ano passado, entrando num patamar considerado remunerador. Já o feijão-preto foi cotado, em média, a R$ 144,76, com regiões alcançando 150 por saca. Apesar da valorização frente a dezembro, o produto acumula queda de cerca de 16% em comparação a janeiro de 2025, o que acaba influenciando as intenções de plantio. Segundo o agrônomo do Deral, Carlos Hugo Godinho, no campo, a “safra das águas” de feijão, período do pico de regime de chuvas, altas temperaturas e boa luminosidade, está com 72% da área colhida no Paraná. // SONORA CARLOS HUGO GODINHO //

Na semana passada o IBGE apontou que o Paraná tem uma estimativa de 191 mil toneladas no feijão 1ª safra, o que deve representar 19% do total nacional, e 553 mil toneladas na 2ª safra, devendo participar com 43% do total. Em 2025 o Paraná confirmou a condição de maior produtor de feijão do País, com cerca de um quarto do país, com 338 mil toneladas na 1ª e aproximadamente 527 mil na 2ª. O boletim do Deral completo pode ser conferido em agricultura.pr.gov.br. (Repórter: Gustavo Vaz)