Março amarelo: Paraná conta com rede assistencial para atendimento da endometriose

11/03/2026
Março é o mês da mulher e, também, um período para destacar a importância do autocuidado, dos exames periódicos e de tratar da saúde como um todo. E, junto com esse lembrete às mulheres para se cuidarem, vem o “Março Amarelo” que é dedicado à conscientização sobre a endometriose, condição que afeta, em média, uma a cada 10 mulheres no Brasil e que ainda é cercada de limitações e marcada pela dor. No Paraná, a Secretaria de Estado da Saúde segue as diretrizes do Ministério da Saúde que apresenta o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Endometriose e conta com rede assistencial estruturada e com fluxo determinado para atendimento em todos as etapas, pela Rede de Atenção à Saúde Estadual. A orientação para quem precisa de atendimento é procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima de casa, aquela na qual a mulher mantém o cadastro ativo. O acompanhamento é feito por um médico ginecologista que indica qual o melhor tratamento, seguindo os critérios do Protocolo Clínico podendo ser clínico, cirúrgico, ou ainda misto. A endometriose ocorre quando o endométrio, tecido que normalmente reveste o interior do útero, cresce fora dele, atingindo outros órgãos. Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa, mas, um dos principais sinais de alerta é a dor, como cólicas menstruais muito intensas chegando a incapacitantes; dor pélvica fora do período menstrual, na relação sexual, ou ao evacuar ou urinar, neste caso, sobretudo durante o período menstrual. Além disso, a endometriose ainda é considerada uma das principais causas da infertilidade. O diagnóstico envolve exames clínicos e de imagens. Muitas vezes, no entanto, a demora na detecção da doença ocorre porque a dor menstrual costuma ser normalizada pela sociedade. (Repórter: Gustavo Vaz)