Monitoramento eficaz: Paraná não tem transmissão nativa da malária há sete anos
21/01/2026
O Paraná é área livre da transmissão nativa da malária há mais de sete anos, de acordo com dados preliminares do Sistema Nacional de Informação de Agravos de Notificação. Em 2025, o Estado contabilizou apenas 63 casos confirmados da doença, todos importados de outras regiões do Brasil ou do Exterior. O cenário mostra a eficiência da estratégia de vigilância constante no Paraná. Segundo levantamento da Secretaria de Estado da Saúde, a espécie Plasmodium vivax foi a que teve mais ocorrências no último ano, com 36 casos registrados. Na sequência, aparecem o Plasmodium falciparum , a espécie Ovale e casos de infecção mista. O perfil dos registros aponta uma concentração em adultos em idade produtiva, com maior incidência nas faixas de 20 a 29 anos, com 21 casos, 40 a 49 anos, com 14 casos e 30 a 39 anos, com 10 casos. A malária é uma doença parasitária causada pelo protozoário do gênero Plasmodium e transmitida pela picada do mosquito Anopheles. A Secretaria da Saúde recomenda atenção redobrada principalmente para quem pretende viajar para regiões de risco, como a Amazônia brasileira ou países dos continentes africano e asiático. É fundamental que o viajante conheça os riscos do destino e, ao retornar, monitore os sintomas. O Governo do Estado oferece o exame de gota espessa e testes rápidos de forma descentralizada para o diagnóstico. A rede privada deve notificar imediatamente qualquer caso suspeito à Vigilância Epidemiológica municipal para que o fluxo de tratamento seja acionado corretamente pela Regional de Saúde O tratamento é gratuito e oferecido exclusivamente pelo SUS, com medicamentos antimaláricos disponíveis nas Farmácias Regionais de Saúde. Como não há vacina eficaz para uso amplo, as medidas de prevenção individual seguem sendo o uso de repelentes, roupas compridas e telas em residências, especialmente ao entardecer e à noite, horário de maior atividade do mosquito. (Repórter: Gabriel Ramos)


