Mulheres na Ciência: trajetórias femininas marcam trabalho da Polícia Científica do Paraná

11/02/2026
O Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado em 11 de fevereiro, também é destaque na Polícia Científica do Paraná. A instituição usa a ciência como ferramenta a serviço da Justiça, com produção de provas técnicas baseadas em método e tecnologia. Na corporação, mulheres atuam em várias áreas da perícia, com análises que exigem atenção aos detalhes e atualização constante. A presença feminina tem crescido nos últimos anos e também se apoia em trajetórias construídas ao longo do tempo. Para quem ingressou recentemente, ter outras mulheres como referência fortalece o sentimento de pertencimento. A técnica de perícia Isabella Schemiko, que foi estagiária antes de assumir o cargo em outubro, fala sobre essa vivência no dia a dia. // SONORA ISABELLA SCHEMIKO //

A perita oficial Fábia Tomie Tano, que atua há mais de 3 anos na instituição, destaca que ampliar a participação feminina também traz novas perspectivas para o trabalho pericial. // SONORA FÁBIA TOMIE TANO //

Entre as histórias que ajudaram a construir a identidade da Polícia Científica está a da perita criminal Nadir de Oliveira Vargas. Ela soma 31 anos de atuação. Foi nomeada em 1994 e começou na área de Documentoscopia e Grafotecnia, onde permanece até hoje, atualmente como chefe da seção. Ao longo de mais de 3 décadas, ela acompanhou mudanças importantes. Os laudos, antes datilografados e revisados manualmente, hoje são feitos em sistemas digitais, com imagens de alta precisão e ferramentas modernas. Mesmo com os avanços, o foco continua o mesmo: produzir prova técnica confiável para apoiar decisões da Justiça. A união entre a experiência de quem já construiu essa trajetória e a chegada de novas profissionais garante a continuidade do trabalho científico e reforça o compromisso da Polícia Científica do Paraná com a qualidade das provas técnicas. (Repórter: Gabriel Ramos)