Operação contra crimes ambientais em Unidades de Conservação aplica R$ 878 mil em multas

08/04/2026
A primeira edição da força-tarefa “Espaço Naturais Protegidos”, de combate a crimes ambientais em Unidades de Conservação do Paraná, resultou na lavratura de 38 Autos de Infração Ambiental, com 878 mil reais em multas aplicadas. O balanço da operação, realizada entre os dias 24 e 31 de março, foi divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto Água e Terra. De acordo com relatório, as principais ocorrências se deram em razão do desmatamento ilegal da Mata Atlântica, parcelamento irregular do solo e acesso a parques estaduais por meio de entradas ilegais. Ao todo, quatro Unidades de Conservação foram vistoriadas: Pico do Paraná, Serra da Baitaca, Monge e Lauráceas. Desmatamento nas zonas de amortecimento dos Parques Estaduais da Serra da Baitaca e Monge foi a principal ocorrência verificada pela força-tarefa. Ao todo, a operação flagrou 33 hectares de vegetação nativa suprimida em áreas no entorno das Unidades de Conservação. O coordenador da força-tarefa e chefe do escritório regional do IAT em Maringá, Antônio Carlos Cavalheiro Moreto, ressaltou que o trabalho de fiscalização nas Unidades de Conservação do Paraná será intensificado para coibir os crimes ambientais. // SONORA ANTÔNIO CARLOS CAVALHEIRO MORETO //

Na Baitaca ainda foi identificado pontos com indícios de parcelamento irregular do solo, o que evidencia uma urbanização que avança sobre os limites da área de proteção ambiental. Os técnicos autuaram também proprietários de tanques de água, de diferentes portes, que não possuam outorga ou licenciamento ambiental para funcionamento. Todos os responsáveis foram notificados e punidos pelo órgão ambiental. Já nas Lauráceas, a operação identificou uma área de desmatamento de vegetação nativa no interior do parque para o cultivo e plantio de pinus. Além da apreensão de materiais, os fiscais destruíram edificações que estavam sendo construídas da maneira ilegal na área de proteção ambiental. A operação contou também com incursões de fiscalização por terra, em trilhas ilegais, para verificar a presença de visitantes que entraram nos parques estaduais, aqueles abertos ao público como Pico do Paraná, Serra da Baitaca e Monge, por acessos irregulares. (Repórter: Gustavo Vaz)