Orquestra Sinfônica do Paraná recebe nova harpa da marca italiana Salvi Harps

05/03/2026
A Orquestra Sinfônica do Paraná recebeu nesta quarta-feira, uma nova harpa de concerto da marca italiana Salvi Harps, uma das fabricantes mais reconhecidas do mundo no segmento. A aquisição, no valor de 489 mil reais, integra um investimento de quase seis milhões destinado à compra de novos instrumentos musicais para a orquestra. O aporte, realizado pelo Governo do Paraná, integra um pacote mais amplo de cerca de 50 milhões de reais destinados à modernização e revitalização do Teatro Guaíra, consolidando o complexo cultural paranaense em um novo patamar técnico e artístico. Além da harpa, a Orquestra recebeu, em dezembro, um console profissional de luz mais adequado aos novos equipamentos e, em fevereiro, um novo piano da marca Steinway & Sons, que será apresentada ao público nos concertos de abertura da temporada 2026, nos próximos dias 12 e 15, no Guairão, com o consagrado pianista irlandês Barry Douglas como solista convidado. Outros instrumentos musicais já estão em processo de compra ou a caminho do Guaíra: um órgão eletrônico sampleado da marca italiana Viscount, uma celesta, um cravo, dois contrabaixos de cinco cordas e dois trompetes de rotor. Cleverson Cavalheiro, diretor-presidente do Centro Cultural Teatro Guaíra, explica que a aquisição foi feita depois de um levantamento para saber quais os instrumentos mais adequados ao grupo. // SONORA CLEVERSON CAVALHEIRO //

A nova harpa, modelo Apollo, com 47 cordas, é a terceira da história da Orquestra e a primeira da marca italiana Salvi. Com a chegada do novo instrumento da Salvi, a expectativa é de que, após o restauro da harpa anterior, a Sinfônica volte a contar com duas harpas de concerto em plenas condições de uso, ampliando as possibilidades de execução do repertório. A nova harpa foi escolhida pelo harpista da orquestra, Hélio Leite, integrante da Orquestra desde 1988. // SONORA HÉLIO LEITE //

O modelo Apollo incorpora tecnologias recentes de construção, especialmente na caixa de ressonância, considerada a parte mais importante do instrumento. Porém, antes de ser usada em concerto, a nova harpa vai precisar passar por um período de adaptação. Durante o transporte internacional, as cordas são mantidas completamente frouxas para evitar danos estruturais. Após a chegada, é necessário afiná-las gradualmente até atingir a tensão ideal, processo que pode levar dias ou até semanas, enquanto a madeira do instrumento se adapta à pressão das cordas. A Orquestra Sinfônica do Paraná faz um concerto especial para apresentar a nova harpa e o novo cravo, no dia 28 de junho, no Guairão. (Repórter: Gustavo Vaz)