Paraná amplia capacidade de coleta de perfis genéticos em pessoas privadas de liberdade
18/04/2026
A coleta de material genético representa um avanço direto para a segurança pública: permite identificar suspeitos, localizar pessoas desaparecidas, conectar crimes e elucidar investigações antigas. Para expandir essa atuação em todo o Estado, a Polícia Científica e a Polícia Penal concluíram nesta semana uma capacitação voltada à formação de 50 policiais para a coleta de material genético de pessoas privadas de liberdade. O objetivo é preparar servidores para atuarem como multiplicadores do conhecimento dentro das unidades prisionais. Com o respaldo da legislação vigente, a Polícia Penal vai passar a assumir a responsabilidade direta pela coleta do material, enquanto a inserção dos perfis genéticos no Banco Nacional de Perfis Genéticos vai seguir sendo realizada pela Polícia Científica. A iniciativa foi realizada em duas etapas, reunindo servidores das duas instituições e capacitando 27 policiais da Polícia Penal e 23 da Científica. A programação começou na quarta-feira, na sede da Polícia Científica no Tarumã, em Curitiba, com atividades teóricas sobre os procedimentos de coleta de perfis genéticos e o uso de leitores biométricos. Já na quinta-feira, a capacitação seguiu com uma etapa prática na Penitenciária Central do Estado - Unidade de Segurança, em Piraquara. Na Polícia Penal, o trabalho é coordenado pela Divisão de Saúde, vinculada à Diretoria de Tratamento Penal, responsável por estruturar os fluxos e garantir que a coleta seja realizada com rigor técnico, padronização e eficiência em todas as unidades do sistema prisional. (Repórter: Victor Luís)


