Paraná estuda parceria com a organização Gerando Falcões para acelerar desenvolvimento social

11/07/2023
O governador Carlos Massa Ratinho Junior recebeu nesta terça-feira a visita de membros do ecossistema de desenvolvimento social Gerando Falcões. O grupo esteve no Palácio Iguaçu, em Curitiba, para apresentar detalhes sobre o trabalho que promove, focado no desenvolvimento econômico e social da população residente nas favelas brasileiras, e buscar parcerias com o Estado para implantação de seus projetos no Paraná. Fundada em 2013 em Poá, no estado São Paulo, a organização atua em formato de rede para acelerar o poder de impacto de líderes em favelas do Brasil. O foco dela é em iniciativas transformadoras, capazes de gerar resultados de longo prazo, como serviços de educação, desenvolvimento econômico e cidadania em favelas, com programas de transformação sistêmica. Na conversa com o presidente do grupo, Eduardo Lyra, o governador falou sobre as iniciativas do Governo do Estado focadas no atendimento a pessoas residentes em assentamentos precários. // SONORA RATINHO JUNIOR //

Segundo Lyra, que também foi o idealizador do Gerando Falcões, a ONG está presente em milhares de favelas brasileiras para ajudar as comunidades a combaterem a pobreza. O grupo já possui parcerias com os governos de São Paulo e do Rio Grande do Sul, e a proposta é formalizar um termo de cooperação com o Governo do Paraná para ampliar o alcance das ações nas comunidades existentes no Estado, começando por duas comunidades de Curitiba: a Portelinha, no Santa Quitéria, e a Santos Andrade, no Campo Comprido. // SONORA EDUARDO LYRA //

Iniciado em 2019, o programa Vida Nova é coordenado pela Cohapar, vinculada à Secretaria das Cidades, e conta também com a participação de diversos outros órgãos e secretarias estaduais. O projeto-piloto está em andamento em Jandaia do Sul, no Vale do Ivaí, onde 75 famílias serão realocadas de um assentamento precário para novas moradias, acabando com os casos de pessoas residentes em áreas impróprias no município. A meta da primeira etapa do programa é atender 5 mil e 600 famílias de 140 assentamentos precários em 73 municípios, cujo maior volume de obras deverá ser iniciado no primeiro semestre de 2024. O programa vai receber um investimento de 187 milhões e 500 mil dólares, sendo 150 milhões de dólares do Banco Interamericano de Desenvolvimento e os outros 37 milhões e 500 mil dólares do Tesouro estadual. A prioridade da primeira etapa do Estado são os pequenos municípios, onde o reassentamento represente o fim das favelas em nível local. De acordo com o presidente da Cohapar, Jorge Lange, a empresa está na reta final de tratativas com o BID para a liberação dos recursos necessários para a ampliação do programa. // SONORA JORGE LANGE //

Atualmente, o grupo atua a partir de um ecossistema formado por cerca de seis mil favelas espalhadas por todo o Brasil, atuando em estratégia de rede, com a formação de lideranças sociais e outros projetos sociais através de parceiros. (Repórter: Nathália Gonçalves)