Paraná implementa estratégia para fortalecer atendimento nas UBS das cidades

19/02/2026
Para muitos, a Unidade Básica de Saúde ainda é vista como o lugar apenas para se vacinar, realizar curativo ou buscar um medicamento. No entanto, as Unidades, na verdade, são um dos pilares da Atenção Primária à Saúde, a principal porta de entrada para os atendimentos pelo SUS. No Paraná, uma estratégia da Secretaria de Estado da Saúde está tentando mudar ainda mais essa mentalidade nas 2.156 Unidades Básicas de Saúde e 554 Postos de Saúde da rede. Eles incluem todas as modalidades de Atenção Primária à Saúde. A qualificação da Atenção Primária à Saúde, que inclui o funcionamento das Unidades, está no centro do Programa Estadual de Fortalecimento da Atenção Primária à Saúde. A iniciativa tem o objetivo de reforçar e implementar as diretrizes do SUS e da Rede de Atenção à Saúde, usando as equipes de modo mais cirúrgico para atender as necessidades da população. Esse esforço garante o funcionamento do fluxo de atendimentos. Historicamente, as pessoas se acostumaram a procurar a Unidade de Pronto Atendimento para casos agudos, esquecendo a prevenção e a promoção. O que o programa quer é investir no olhar para a saúde ao longo de toda a vida. O secretário Estadual da Saúde, Beto Preto, também ressaltou que um dos objetivos é oferecer opções da Atenção Primária cada vez mais perto de onde as pessoas moram. // SONORA BETO PRETO //

Diferente do pronto atendimento, as Unidades Básicas trabalham com o conceito de território. Cada unidade é responsável por cerca de 2.500 famílias do entorno da localização. Diante disso, a orientação para a população é que procure conhecer a unidade mais próxima de casa, conheça o médico, o enfermeiro e demais profissionais responsáveis pelo seu território e também todos os atendimentos e serviços ofertados. De acordo com informações de 2025, disponibilizadas pelo Ministério da Saúde no e_Gestor APS, o Paraná possui mais de 2.800 equipes de Estratégia Saúde da Família e 491 equipes de Atenção Primária à Saúde. Com isso, a cobertura populacional estimada é de 94%. (Repórter: Gustavo Vaz)