Paraná lidera produção nacional de mandioca com finalidade industrial

17/08/2023
O Paraná é o principal produtor de mandioca industrial no Brasil, mas também tem na mandioca de mesa, destinada ao consumo humano, um importante produto da olericultura. Juntas geraram cerca de três bilhões e 100 milhões de reais de Valor Bruto de Produção, de acordo com os dados preliminares de 2022. A análise sobre a cultura está no Boletim de Conjuntura Agropecuária desta semana, preparado pelos técnicos do Departamento de Economia Rural, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. A mandioca industrial, destinada à produção de fécula e farinha, ocupou 126 mil hectares de terras paranaenses no ano passado. Dali saíram dois milhões e 900 mil toneladas, que geraram dois bilhões e 490 milhões de reais em Valor Bruto de Produção. O economista do Deral, Methodio Groxko, destacou que as condições climáticas têm favorecido o trabalho, assim como o início do plantio do novo ciclo, que segue até meados de dezembro. // SONORA METHODIO GROXKO // 

A principal região produtora e onde se concentram as maiores indústrias do setor é o Noroeste. A mandioca de mesa, também chamada de aipim, foi plantada em 19.600 hectares em 2022. Os números preliminares apontam um Valor Bruto de Produção de 615 milhões e 100 mil reais provenientes de 399 mil toneladas. A maior concentração está em Cerro Azul, na Região Metropolitana de Curitiba. O aipim é o terceiro principal representante da olericultura paranaense, atrás da batata e do tomate, quando se analisa a renda bruta no campo. Nas Ceasas do Estado foram comercializadas 8.500 toneladas no ano passado, com movimentação de 22 milhões e 600 mil reais. As lavouras paranaenses ofereceram 94% desse total. Methodio Groxko comentou que existem diferenças significativas nos preços de comercialização da mandioca para o produtorem relação ao ano passado.  // SONORA METHODIO GROXKO // 

O boletim cita ainda que a colheita do trigo já começou no Estado atingindo 1% nesta semana, índice parecido com o mesmo período no ano passado. Porém, o volume de 25% em fase de maturação indica que o trabalho deve seguir mais rapidamente, com maior disponibilidade neste mês. Já a colheita do milho está mais avançada, chegando a 34% da área estimada de dois milhões e 400 mil hectares. Em volume, já foram disponibilizados ao mercado quatro milhões e 760 mil toneladas, de um total previsto de 14 milhões, o que seria um recorde para uma segunda safra. O boletim completo com informações sobre a pecuária bovina e avícola, além das produções de ovos e mel pode ser encontrado em www.agricultura.pr.gov.br. (Repórter: Gustavo Vaz)