Paraná realizou 225.441 atendimentos para pessoas adultas com obesidade em 2025

04/03/2026
Durante 2025, dois milhões de pessoas entre 20 a 59 anos, tiveram peso e altura aferidos em uma unidade de saúde no Paraná. Destas, 38,4% apresentaram obesidade, conforme a Secretaria de Estado da Saúde, através do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional, do Ministério da Saúde. A obesidade é uma doença crônica e está associada a riscos por causa das complicações metabólicas, como aumento da pressão arterial, dos níveis de colesterol e de triglicerídeos sanguíneos e resistência à insulina; fora o estado inflamatório crônico, devido à produção de citocinas pró-inflamatórias pelo tecido adiposo; danos estruturais, como sobrecarga articular e apneia do sono; e consequências psicossociais, como maior risco de depressão, baixa autoestima e isolamento social. O excesso de gordura pode estar relacionado a herança genética, disfunções hormonais e fatores psiquiátricos, psicológicos, comportamentais e ambientais. No Dia Mundial da Obesidade, lembrado nesta quarta-feira, a Secretaria da Saúde reafirma o compromisso com a assistência baseada em evidências, com respeito às pessoas e com a transformação das narrativas que cercam a doença. O Paraná tem apresentado um crescimento no número de atendimentos para pessoas com obesidade na Atenção Primária. Em 2025, foram 225.441 em adultos, um aumento de 647% em relação a 10 anos atrás. O tratamento é norteado pela Linha de Cuidado às Pessoas com Sobrepeso e Obesidade, documento estadual que estabelece diretrizes para a organização das ações e serviços, e coordenado pela Atenção Primária à Saúde, onde há o primeiro acesso para o sistema. Segundo a pasta, o tratamento da obesidade alcança resultado satisfatório quando há manutenção de uma perda de peso de pelo menos 10% após um ano de cuidados. No entanto, perdas mais modestas, entre 5% e 10%, já são capazes de promover impactos positivos importantes nos indicadores metabólicos e na saúde cardiovascular. (Repórter: Gustavo Vaz)