Paraná reduz número de homicídios em 26,4% na última década, aponta Atlas da Violência
26/05/2026
Os números do Atlas da Violência, divulgados nesta terça-feira, reforçam a queda de indicadores da criminalidade já monitorados de maneira frequente pela Secretaria de Estado da Segurança Pública. O relatório nacional, elaborado com base em dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde, usa informações do ano retrasado e aponta redução dos homicídios de 26,4% no recorte ampliado, entre 2014 e 2024, e de 0,9% na passagem de um ano para o outro, na comparação com 2023. Um destaque é a taxa de homicídios por 100 mil habitantes, que ficou em 18,6 no Paraná, menor do que a média nacional, de 20,1. É uma das menores do Brasil e em queda regular desde 2016, quando era de 27,5, pico da série histórica. A atual taxa de homicídios é 31,4% menor em relação a 2014 e 1,6% menor em relação a 2023. Outro aspecto relevante do relatório é que o Paraná reduziu os homicídios de jovens, alcançando redução de 40,7% em uma década. A redução de homicídios registrados de mulheres chega a 16,2% entre 2014 e 2024. A taxa é de quatro por 100 mil, uma queda de 21,6% em relação ao começo da série histórica. Entre as capitais dos estados do País, Curitiba figura entre as mais seguras. Entre 2014 a 2024, a taxa de homicídios curitibana registrou uma queda de quase 61%, contra -41% do indicador nacional. Além disso, o índice de homicídios por 100 mil habitantes de Curitiba é de 13,2, praticamente metade da nacional, que é de 26,6. Apenas Florianópolis aparece na frente, com 9,7. O Paraná ainda conta com outros 17 municípios com mais de 100 mil habitantes em destaque em termos de baixa taxa de homicídios, com proporção inferior à média nacional. O Atlas da Violência, produzido pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, usa também dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação, do Ministério da Saúde. Para calcular as taxas por 100 mil habitantes, o relatório usa estimativas populacionais da PNAD Contínua do IBGE. (Repórter: Gustavo Vaz)


