Paraná reduz tempo do diagnóstico de febre amarela em primatas e agiliza vigilância
09/06/2026
O Paraná passou a fazer no Laboratório Central do Estado os exames de RT-qPCR para detecção da febre amarela em primatas, reduzindo o prazo de liberação dos resultados de 15 dias para entre um e cinco. A mudança permite respostas mais rápidas diante da circulação do vírus. Antes da transição, as amostras coletadas eram encaminhadas para a Fiocruz no Estado. Agora, o processamento passa a ser feito na estrutura estadual, garantindo mais agilidade no monitoramento epidemiológico e na comunicação dos resultados aos municípios. A vigilância da febre amarela em primatas, como bugios, macacos-prego e micos, é considerada estratégica para a saúde pública. Esses animais funcionam como sentinelas, indicando precocemente a presença do vírus em determinada região, muitas vezes antes do surgimento de casos em humanos. Sempre que um primata é encontrado doente ou morto, as equipes de vigilância ativam um protocolo de investigação específico, que inclui a coleta de amostras biológicas, preferencialmente em até 24 horas. O material coletado é enviado ao Lacen, onde é processado para o exame que identifica o vírus. Paralelamente, parte da investigação é conduzida em parceria com a Universidade Federal do Paraná, responsável pelas análises histopatológicas e de imuno-histoquímica dos órgãos coletados. Com a redução do prazo para liberação dos resultados, o Estado ganha mais rapidez para orientar medidas de prevenção, intensificar ações de vacinação e reforçar o monitoramento em áreas com circulação viral. Porém, dentro do fluxo de vigilância, todas as amostras que apresentarem resultado positivo nos primatas são encaminhadas imediatamente para a Fiocruz. Lá, os especialistas fazem o sequenciamento genético, passo essencial para monitorar possíveis mutações do vírus e entender como estão se espalhando pela região. Além dessa novidade, o Lacen segue para a próxima etapa do cronograma técnico que prevê a inclusão da detecção do vírus Oropouche neste mesmo processo. Isso significa que, em breve, será possível identificar dois dos principais arbovírus em circulação usando uma única reação. (Repórter: Gustavo Vaz)


